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Sejam bem vindos. O objetivo deste Blog é informar as pessoas sobre os mais variados assuntos, os quais não se vê com frequência nas mídias convencionais, em especial acerca dos direitos e luta da juventude e dos trabalhadores, inclusive, mas não só, desde o ponto de vista jurídico, já que sou advogado.

sábado, 17 de janeiro de 2009

CESSAR FOGO É PROVOCAÇÃO DE ISRAEL

Acabo de ter conhecimento da declaração de cessar fogo do estado sionista de Israel.

Mas que cessar fogo é este se as tropas vão continuar na Faixa de Gaza, se a Faixa continuará com as fronteiras bloqueadas e os governantes de Gaza, o Hamas, eleito democraticamente pelos palestinos, continuaram a ser tratados como terroristas?

Estamos apenas diante de uma provocação do sionismo, uma vez que foram exatamente o cerco à Gaza e o fechamento de suas fronteiras, com incursões assassinas do exército e da artilharia israelita na Faixa de Gaza, que levaram ao conflito.

Impossível, nesta situação, que a resistência palestina, que não é formada apenas pelo Hamas, baixe as armas.

O exército sionista tem que sair de Gaza e liberar suas fronteiras e mesmo fazendo isto, considerando que os judeus invadiram a Palestina, sob as ordens da ONU, em 1940, a mesma ONU que hoje eles bombardeiam, a resistência não deve baixar suas armas.

A paz de Israel é a paz dos cemitérios. Paz sem voz, como já cantado aqui no Brasil, não é paz é medo.

Fora sionistas da Palestina!
Liberação das fronteiras já!
Pelo fim do estado racista de Israel, por uma Palestina laica, não racista e democrática, onde convivam árabes, judeus etc
Pelo retirada do exército sionista de Gaza

Genocídio contínua: Crianças mortas em escola da ONU em Gaza, neste sábado dia 17.01.2009, por bombardeios nazisraelenses


Ataques israelenses atingem escola da Onu em Gaza

Pelo menos duas crianças morreram neste sábado em uma ofensiva israelense a uma escola administrada pela ONU, no norte da Faixa de Gaza. Segundo informações da Reuters outras cinco pessoas teriam morrido no ataque e 14 pessoas teriam ficado feridas. O local servia para abrigar civis refugiados.

Um porta-voz do Exército israelense disse que os incidentes estão sendo investigados. Já os funcionários da ONU ainda não se pronunciaram.

Outros três palestinos também perderam a vida e 11 ficaram feridos em um bombardeio de navios de guerra da Marinha israelense, no começo da manhã, no nordeste da Cidade de Gaza.

O boletim diário do Exército israelense informa que, na noite passada, foram atacadas três instalações do Hamas, seis áreas tomadas por minas e duas mesquitas usadas para disparar contra forças israelenses no centro e no norte da Faixa de Gaza.

Retirado do site Terra
foto Reuters

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ONU condena (mas não age*) novo ataque de Israel contra escola em Gaza


Um porta-voz da agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA, na sigla em inglês) condenou hoje o bombardeio israelense que matou duas crianças e deixou 14 feridos em uma escola administrada pelas Nações Unidas no norte da Faixa de Gaza.
O ataque ocorreu na manhã deste sábado, na localidade de Beit Lahia.

Depois das primeiras informações de que seis pessoas haviam morrido no ataque, o porta-voz Francesc Claret disse à Agência Efe por telefone que, até o momento, a UNRWA confirmou apenas a morte de dois irmãos, de 5 e 7 anos.

Segundo fontes médicas, entre os 14 feridos está a mãe das duas crianças, cujo estado de saúde é muito grave.

"O ocorrido está sendo investigando, mas se cogita que quatro bombas de fósforo branco caíram: duas (explodiram) dentro do pátio da escola, uma atingiu uma das paredes do edifício e outra precipitou-se a 20 metros do centro educativo", disse Claret.

O porta-voz acrescentou que, na hora do ataque, havia 1,6 mil pessoas abrigadas na escola, e que, quando o local começou a ser evacuado, "outra bomba atingiu em cheio o terceiro andar da escola".

De acordo com Claret, todos os feridos no ataque estão em estado grave.

"Vamos exigir uma investigação oficial sobre este ataque, que acontece depois das desculpas de quinta-feira, quando nos asseguraram que incidentes como o bombardeio contra a sede central da UNRWA na Cidade de Gaza não voltariam a se repetir", denunciou o funcionário.

A escola atacada hoje foi a 48ª instalação da ONU alvejada pelo Exército israelense nas três semanas da ofensiva de Israel contra a Faixa de Gaza.

Sobre o bombardeio, o Exército israelense disse que está investigando as circunstâncias do ocorrido.

EFE - Agência EFE
* comentário de Adriano Espíndola

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Sobre o avanço dos canaviais



Herança Maldita (Uberaba 2050)

E assim findou o sertão da farinha podre:
Um grande deserto tórrido,
com oásis formados por alguns canaviais,
regados pela transposição do Rio Grande,
que agoniza quase sem água,
lembrando a sina do extinto Chico.

O povo sofre com fome e sede,
Os zebuzeiros, convertidos em Usineiros,
agradecem!

Adriano Espíndola

Israel destroi depósitos de comida da ONU e hospital em Gaza


Depois de usar armas sujas e bombardear até cemitérios, Israel bombardeia os depósitos de comida para as vítimas de suas atrocidades.

Adriano



Ataques de Israel a Gaza queimam ajuda humanitária

A ajuda humanitária que tinha entrado na Faixa de Gaza nos últimos dias pegou fogo, após os depósitos das Nações Unidas onde o auxílio estava armazenado serem atingidos pelos bombardeios israelenses nesta quinta-feira.

"A comida que entrou em Gaza nos últimos dias está pegando fogo", disse, em Gaza, o porta-voz da agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA), Adnan Abu Hasna, em declarações ao Canal 10 da televisão de Israel.

Uma grande coluna de fumaça branca, primeiro, e preta, depois, por causa do combustível queimado, era vista esta tarde sobre a Faixa de Gaza, depois que pelo menos um projétil de tanque israelense atingiu de manhã os depósitos da ONU.

"Ontem, falei com eles (o exército) para pedir que não nos atacassem, e nos disseram que fazíamos um grande trabalho, mas hoje nos bombardearam", lamentou o porta-voz.

Israel atacou hoje com fogo de artilharia a principal sede da UNRWA em Gaza, segundo porta-vozes militares, o ataque foi após os soldados israelenses serem atacados do local com foguetes antitanque.

Um dos projéteis de 155 milímetros, disparados de fora da Faixa de Gaza por uma bateria de artilharia, atingiu o depósito de alimentos da organização internacional, e o fogo se expandiu rapidamente para os depósitos de combustíveis.

Trata-se do abastecimento que entrou em Gaza desde que, no fim de semana passado, entrou em vigor a trégua humanitária de três horas por dia, e que a UNRWA foi acumulando em seu depósito central para posterior distribuição aos centros de repartição.

Os depósitos de alimentos e gasolina ficavam a apenas alguns metros de distância, disse o porta-voz, que confirmou que o incêndio não tinha sido extinto após mais de quatro horas.

EFE
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15/01/2009 - 10h16
Israel ataca prédio da ONU, hospital e complexo de mídia em Gaza




O prédio-sede da UNRWA (agência da ONU para refugiados palestinos), o hospital Al Quds --ligado ao Crescente Vermelho, a Cruz Vermelha dos países muçulmanos-- e um complexo com escritórios de mídias árabes e ocidentais foram atacados por militares israelenses nesta quinta-feira, 20º dia da ofensiva contra o grupo radical islâmico Hamas.

Em represália, os militantes palestinos dispararam 15 foguetes contra Israel.

Funcionário da ONU tenta conter danos a prédio atacado por Israel
Fontes médicas afirmam que mais de mil palestinos já foram mortos e outros 4.000, feridos. Segundo as mesmas fontes, 40% dos mortos são civis. Israel contabiliza 930 mortos --e diz que 75% deles são militantes do Hamas.

Segundo o porta-voz da agência da ONU (Organização das Nações Unidas), Richard Gunnes, o prédio --que chegou a abrigar centenas de refugiados do conflito-- foi atingido por três tiros de tanques israelenses. Na sequência, o edifício pegou fogo. Não há confirmação de danos nem de quantas pessoas estavam no local, no momento do ataque. Entre os funcionários da ONU, ao menos três ficaram feridos.

O porta-voz acusou Israel de ter atacado o prédio com fósforo branco, substância cujo uso em regiões habitadas ou ataques a pessoas é proibido justamente por causar queimaduras severas e problemas respiratórios.

O grupo internacional de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch denunciara, nesta terça-feira (13), o uso de fósforo branco por Israel. Em 2006, Israel admitiu ter usado obuses com fósforo branco contra objetivos militares durante a ofensiva no sul do Líbano contra alvos do Hizbollah, milícia xiita libanesa.

"Um dos feridos sofreu lesões provocadas por bombas de fósforo branco, que atravessaram o colete à prova de balas que ele usava", denunciou o espanhol Francesc Claret, funcionário da agência da ONU, em entrevista à agência de notícias Efe. Claret afirmou ainda temer por refugiados que estavam, eventualmente, no prédio e por todo material de ajuda incendiado.

O ataque ao prédio da ONU ocorreu pouco antes de o secretário-geral Ban Ki-moon se reunir com a chanceler israelense, Tzipi Livni, em Tel Aviv. De lá, ele expressou "grande protesto e horror" em relação ao ataque e pediu que seja aberta uma investigação.

O Exército israelense ainda não comentou o ataque desta quinta-feira, porém o ministro de Defesa israelense, Ehud Barak, classificou o fato como um "grave erro".

Ban chegou nesta terça-feira ao Oriente Médio para participar das negociações de paz entre israelenses e palestinos e tentar fazer que ambos os lados acatassem a resolução por trégua imediata que fora aprovada dias atrás no Conselho de Segurança e que foi ignorada. Nesta sexta-feira (16), Ban vai a Ramallah, na Cisjordânia, onde vê o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.

Hospital

O hospital do Crescente Vermelho atingido pelos israelenses fica no bairro de Tel Hawa. De acordo com a rede de TV Al Jazeera, a farmácia do hospital permanece em chamas, assim como o segundo andar de um imóvel que abriga vários escritórios administrativos e que fica no mesmo bairro. Mais uma vez, não há confirmação sobre vítimas.

Segundo a Al Jazeera, cerca de 500 pessoas, incluindo médicos e doentes, estavam no hospital no momento dos bombardeios.

Mídia

O complexo de mídia atingido pelo Exército israelense nesta quinta-feira funcionava no edifício Al Shurouq Tower, no bairro de Al Shuruk, centro da Cidade de Gaza, e abrigava profissionais árabes e ocidentais. Entre as empresas há as TVs Fox, Sky News e RTL, além da agência de notícias Reuters e as árabes Al Arabia e MBC.

Conforme a agência de notícias Reuters, a bomba atingiu o imóvel na altura do 13º andar, onde funciona uma produtora de TV --a Reuters fica no 12º. O nome do jornalista ferido não foi divulgado, mas informações preliminares indicam que ele era da TV Abu Dhabi e estaria no 14º andar, no momento do ataque.

Segundo a Reuters, um porta-voz do Exército israelense entrou em contato com o escritório da Reuters em Jerusalém pouco antes do ataque, para confirmar a localização da equipe em Gaza --o que foi feito pela empresa, que recebeu garantia de que não era alvo.

Retirado da folha on-line in http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u490324.shtml

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

ISRAEL BOMBARDEIA ATÉ CEMITÉRIOS EM GAZA!


Israel teria destruído principal cemitério de Gaza

Caças-bombardeiros F-16 da Força Aérea israelense destruíram nesta quarta-feira com mísseis o principal cemitério da Cidade de Gaza, situado no bairro de Sheik Raduan, disseram moradores da área.

"Os aviões de guerra israelenses não só atacam seres humanos, mas também destroem os túmulos dos mortos", disse um morador, junto ao cemitério.

O morador disse que vários túmulos ficaram totalmente destruídos e que, após o bombardeio aéreo israelense, as pessoas foram ao cemitério para recolher ossos dos defuntos, que enterraram novamente nos lugares destruídos.

Outro residente falou que milicianos palestinos tinham disparado nos últimos dias foguetes contra localidades do sul de Israel de dentro do cemitério.

O chefe do serviço de emergências do Ministério da Saúde em Gaza, Muawiya Hassanein, cifrou hoje em 977 as vítimas fatais palestinas e em 4,5 mil o número de feridos desde que o Exército israelense começou a operação militar na Faixa de Gaza, em 27 de dezembro.

Na Cidade de Gaza, há três grandes cemitérios, um deles fica entre o leste e o norte da cidade e já foi tomado pelo Exército israelense na ofensiva terrestre iniciada como parte da operação militar, em 3 de janeiro.

Os outros dois cemitérios ficam na Cidade de Gaza e estão e estão completamente lotados.

Os moradores da Faixa de Gaza dizem que não há lugar suficiente para enterrar os mortos na ofensiva israelense, e que muitos deles foram sepultados em túmulos de outras pessoas que morreram anteriormente.

Agência EFE

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

À palestina...




A esse lenço preto e branco
À essas pedras devidamentes endereçadas
à essa soberania arracanda

Minhas desculpas, por nao estar aí
sofrendo na pele
esse fogo
essa bala eternamente perfurante
desses canhões de suprema ignorância

por não ter a coragem
de ir aí simplesmente lutar
isso me mata...

ESCRITO POR JULIO ANSELMO
http://tedioequietude.blogspot.com/

MÉDICOS DA NORUEGA DENUNCIAM: ISRAEL TEM COMO PRIORIADADE ATACAR CIVIS PARA TESTAR NOVAS ARMAS



Os médicos noruegueses Erik Fosse e Mads Gilbert, que passaram 11 dias trabalhando em um hospital da Faixa de Gaza, acusam o exército de Israel de usar em seus ataques um explosivo de tipo experimental conhecido como Dime (Dense Inert Metal Explosive), informa nesta terça o jornal Aftenposten.

O Dime é uma mistura de um material explosivo e outro químico como o tungstênio e cujo raio de alcance é relativamente curto, mas muito efetivo.

Os dois médicos baseiam suas acusações nos corpos mutilados que examinaram durante seu trabalho no hospital de Shifa e que, segundo eles, mostram "claros indícios" de terem sido atacados com esse explosivo.

"Há uma forte suspeita de que Gaza está sendo usada como laboratório de testes para novas armas", disse Gilbert.

Fotos de corpos de palestinos com ferimentos que teriam sido causados por Dime foram enviadas a um centro em Tromso, no norte da Noruega, que, em uma primeira análise, deu razão aos médicos.

Gilbert e Fosse retornaram ontem pela tarde a Oslo procedentes de Gaza, aonde chegaram antes do Ano-Novo.

Os dois colocaram em dúvida os dados de alguns meios de comunicação ocidentais e denunciaram que o alvo prioritário dos ataques israelenses era a população civil, além de considerar esta invasão pior que a de 1982 no Líbano, onde então também atuaram como médicos.

Agência EFE

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

RESISTÊNCIA PALESTINA


Artigo do jornal Al Baian, sobre a resistência em Gaza
Por Sadek Amin, da redação do jornal Al Baian

Israel e seu aliado imperialismo invadem Gaza, mas encontram uma resistência tenaz do povo palestino e o repúdio em todo o mundo

A região do Oriente Médio passa por um processo revolucionário de resistência popular amplo representado pela Resistência iraquiana e afegã contra o invasor imperialista, a Resistência libanesa, que derrotou o exército sionista, e a Resistência palestina, que paralisa o plano covarde de Abbas-Israel.

Paralelamente há uma onda de mobilizações sindicais e estudantis desde Argélia, Marrocos, Tunísia, Egito e Líbano que marcam o avanço na luta dos trabalhadores árabes contra os regimes pró-imperialistas.

Esta realidade ameaça o plano imperialista na região e os governos árabes aliados ao imperialismo, em meio à crise econômica mundial.

A crise do imperialismo, do sionismo e seus cúmplices
O imperialismo norte-americano e europeu começa a perder o controle em várias frentes: Iraque, Afeganistão e Paquistão, além de Líbano e Palestina.

Esta luta revolucionária não coloca em jogo apenas os interesses do imperialismo mas inclusive a existência do próprio Estado Sionista de Israel, o pilar do imperialismo norte-americano e europeu na região cujos interesses em riquezas materiais são estratégicos, principalmente hoje em meio à crise econômica mundial.

O Estado de Israel passa por sua pior crise político-militar desde a sua fundação em 1948. Procura restabelecer a situação política interna após a derrota para o Hezbollah.

Por outro lado, o partido de Abbas também passa por uma crise terminal. Cada vez mais isolado na Cisjordânia, os palestinos que vivem nesta região concordam com a resistência do Hamas e apóiam suas ações em resposta às agressões israelenses. Se o Fatah perder o controle em Cisjordânia, assim como perdeu na Faixa de Gaza em julho de 2007, Israel perderá seu outro braço.

A agressão sionista à Gaza é uma ação planejada em conjunto com o imperialismo, com a capitulação dos países árabes e a cumplicidade do Fatah. Este plano tem como objetivo derrubar o Hamas do poder em Gaza e manter o governo da Autoridade Nacional Palestina (ANP), para negociar a formação de um Estado palestino de fachada, e assim restabelecer a situação política interna do Estado de Israel antes das eleições marcadas para fevereiro.

O imperialismo norte americano e europeu quer recuperar a estabilidade política e militar do seu cão de guarda na região como tentativa para avançar no seu plano e impedir a unificação da luta dos povos árabes que ameaça os governos colaboradores.

A agressão sionista
Em 10 dias de agressão militar à Gaza, os ataques do exército israelense elevaram os assassinatos de palestinos a mais de 640 e mais de 2750 feridos. Sua estratégia militar é dividir a Faixa de Gaza em duas partes para paralisar a resistência palestina

Enquanto a ONU e a União Européia não fazem mais que justificar a agressão do Estado de Israel, ocorre um verdadeiro massacre em Gaza com a colaboração do governo egípcio que fechou o que restava de acesso na fronteira com Rafah.

Os palestinos resistem a um massacre sem precedentes e lutam pelo seu direito de sobrevivência. Trata-se de uma luta dos palestinos não apenas contra o exército sionista, mas contra todos os estados cúmplices do massacre, pois o imperialismo mundial fornece todo o armamento bélico a Israel, enquanto que na Faixa de Gaza o povo não tem nada com que se defender nem com que sobreviver. Não há como comparar mísseis de fabricação caseira com as bombas de mais de uma tonelada lançados pelos F-16, tanques Merkava ou Apaches. Israel está lançando bombas químicas proibidas contra os civis e impede a presença da imprensa internacional para transmitir o massacre. Enquanto a maioria dos governos apóia o Estado de Israel, os povos de todo o mundo apóiam a luta dos palestinos por esta expressar a luta de todos os povos oprimidos.

A resistência palestina luta também contra a cumplicidade dos governos árabes aliados à Israel e ao imperialismo. A ofensiva de Israel e o aval do imperialismo, só está sendo possível devido à capitulação dos governos árabes e de Mahmoud Abbas, um capacho do sionismo e do imperialismo norte-americano e traidor que não representa a causa palestina.

Cisjordânia e o apoio à Resistência em todo o mundo
Na Cisjordânia, os protestos são realizados todos os dias contra o massacre sionista à Gaza. As forças de segurança de Abbas tentam impedir as manifestações para atenuar o apoio popular à resistência em Gaza. Esta situação ameaça o poder do Fatah, que é um partido corrupto e cúmplice dos assassinatos cometidos contra o povo palestino. A situação na Cisjordânia pode levar a surgir uma Terceira Intifada.

Há mais de uma semana milhões de pessoas na maioria dos países árabes saíram às ruas para protestar contra o genocídio israelense e condenar o silêncio dos governantes cúmplices. Na Mauritânia as mobilizações populares obrigaram o governo a retirar seu embaixador de Isreal e o parlamento votou em sua maioria para suspender de imediato as relações diplomáticas com Israel. Em Beirute houve enfrentamentos entre manifestantes que queriam invadir a embaixada dos Estados Unidos e o exército. Os movimentos populares no Iêmen pedem o envio de armamento e militantes para Gaza. No Irã sete mil jovens se alistam com voluntários para lutar contra Israel. Dois milhões se manifestam no Marrocos apoiando a resistência. No Sudão os manifestantes exigem suspender relações diplomáticas com Estados Unidos e pedem dos governantes árabes sua renúncia. Os sindicalistas da Tunísia organizam as mobilizações contra a agressão sionista e apoiam a luta armada do povo palestino. Na maioria das capitais do mundo há mobilizações de apoio à Resistência do povo palestino e contra a agressão sionista.

Até o momento tudo indica que a resistência palestina está longe de ser derrotada. O Estado sionista de Israel com todo seu arsenal militar bélico não consegue cumprir seu objetivo militar em 10 dias de ataques e massacres, enquanto a resistência palestina está surpreendendo o mundo com suas táticas militares e sua heróica resistência em todas as frentes. Enquanto o exército sionista massacra os civis a resistência palestina está causando mortes de soldados israelenses e atacando pontos militares estratégicos. O sionismo quer demonstrar força militar, quer massacrar para assustar, quer demonstrar que não foi derrotado no Líbano. Quer demonstrar que o partido colocado no poder está à altura da tarefa.

Israel passa por sua pior crise política na história. Assim como os EUA estão fracassando no Iraque e no Afeganistão, o governo israelense está perdendo também no Oriente Médio. O que está em jogo é a influência política na região que está sendo tomada por uma situação cada vez mais revolucionária.

Pela unificação da luta árabe
A derrota do imperialismo no Oriente Médio e sua crise econômica favorecem a unificação da luta dos povos árabes e que produzem uma tendência revolucionária cada vez maior. A luta do povo palestino é a expressão de uma luta estratégica pelo desmantelamento do Estado Sionista de Israel, é a mais avançada da luta antiimperialista mundial.

Diante desta situação, surge a necessidade para elevar o número das mobilizações contra as agressões terroristas sionistas ao povo palestino e exigir aos governos suspender relações diplomáticas com o Estado terrorista de Israel assim como romper todo tipo de relação comercial e boicotar os produtos israelenses.


Todo apoio à luta do povo palestino em todas suas formas, pela sua libertação e a autodeterminação!

Independentemente de diferenças políticas, todos os que lutam devem estar na mesma trincheira militar do Hamas enquanto esteja assumindo a luta de resistência contra o agressor sionista e pela autodeterminação.

Não às negociações com inimigo sionista e seu cúmplice Abbas, responsáveis pelo massacre do povo palestino.

Não à presença militar da ONU em Gaza, que assumirá a tarefa do exército sionista para vigiar e derrotar a luta do povo palestino.

RETIRADO DO SITE DO PSTU www.pstu.org.br

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