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Sejam bem vindos. O objetivo deste Blog é informar as pessoas sobre os mais variados assuntos, os quais não se vê com frequência nas mídias convencionais, em especial acerca dos direitos e luta da juventude e dos trabalhadores, inclusive, mas não só, desde o ponto de vista jurídico, já que sou advogado.

sábado, 25 de julho de 2009

Modelo de moção de solidariedade ao povo hondurenho

É preciso derrotar o golpe! Veja abaixo a proposta de moção a ser levado aos sindicatos e assembleias
Abaixo o golpe em Honduras. Todo apoio à resistência dos trabalhadores!

A América Central vive novamente um golpe de estado. Nas primeiras horas do dia 28, o exército de Honduras seqüestrou e expulsou o presidente Manuel Zelaya, tomando o poder. O golpe reacionário foi apoiado pela Corte de Justiça, pela grande mídia e pelo parlamento, que indicou o golpista que ocupa o palácio presidencial. Apesar do discurso de que não foi um golpe, os trabalhadores hondurenhos vivem dias de terror, com prisões em massa e toque de recolher. Nas ruas, os trabalhadores têm enfrentado os militares e sua dura repressão, desafiando o golpe e exigindo a saída dos golpistas.

Nos, trabalhadores (_______________), condenamos veementemente o golpe de estado em Honduras, que recorda o longo período de ditaduras a que nosso continente foi submetido. Exigimos a volta do presidente, a prisão e o confisco dos bens dos golpistas e dos mandantes.

Este golpe deve ser derrotado. Exigimos que o governo Lula rompa relações comerciais e diplomáticas com Honduras, enquanto não se garanta o retorno do presidente Manuel Zelaya ao poder.

Enviamos desde o Brasil toda a solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras de Honduras, e apoiamos todas as ações para resistir e derrotar nas ruas o golpe de estado em seu país. Exigimos o fim da repressão e a garantia de liberdades democráticas e do direito de manifestação.

A ação orquestrada mostra toda a podridão do sistema político do país e a necessidade de uma segunda independência em nossos países, que libertem os trabalhadores e os povos latino-americanos de suas ditaduras, de generais e grandes empresas e multinacionais.

(Cidade), (XX) de julho de 2009



ENVIAR PARA
Sr. Brian Michael Fraiser Neele
Embaixador do Brasil em Honduras
Calle República del Brasil, 2301
Colonia Palmira
Tegucigalpa - Honduras
Telefones (504) 221-4432 / 236-5867
Fax (504) 236-5873
consular@brasilhonduras.org


Embaixada de Honduras no Brasil
Embaixada de Honduras em Brasília - DF
SHIS QI 19 Conj. 7, casa 34 - Lago Sul
CEP 71655-070 - Brasília DF
tel. (0xx61) 3366-4082
fax (0xx61) 3366-4618

Com cópia para
pstu@pstu.org.br

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Manuel Zelaya cruza a fronteira, mas depois recua

O presidente deposto cruzou a fronteira com a Nicarágua na tarde desta sexta-feira, 24, mas depois de alguns minutos recuou, voltando a território nicaraguense. Zelaya entrou em seu país pela cidade de Las Manos, na Nicarágua, a 250 quilômetros de Manágua. O presidente deposto chegou a levantar uma corrente que separa os dois países e avançou alguns metros em solo hondurenho acompanhado por jornalistas e manifestantes. Do outro lado estavam militares hondurenhos que formavam uma frente com escudos antimotim para impedir o avanço da marcha. Zelaya foi advertido que se avançasse em território hondurenho seria preso. O presidente então decidiu recuar.

Milhares de hondurenhos se dirigiram à fronteira do país para aguardar o retorno de Zelaya. Houve repressão e pelo menos dois manifestantes ficaram feridos. O governo ainda antecipou o toque de recolher para o meio dia, em uma tentativa de tentar impedir a marcha do movimento antigolpista atá a fronteira. Logo depois que Zelaya retornou a Nicarágua, a polícia e o exército dispararam contra os manifestantes antigolpe.

Zelaya partiu um dia antes de Manágua, capital da vizinha Nicarágua, em um comboio que reuniu pelo menos 30 veículos. Hillary Clinton, secretária de Estado do governo dos EUA, voltou a classificar de "imprudente" a ação de Zelaya. Um dos principais assessores dos golpistas é Lanny Davis, conhecido lobista dos Clinton

Paralisações e bloqueios
Os dois últimos dias em Honduras foram marcados por intensos protestos. Nessa sexta-feira, se completou o segundo dia da paralisação geral chamada pelas centrais sindicais do país. Na quinta-feira a estrada que une Tegucigalpa ao norte do país foi bloqueada na altura de Durazno. A circulação de veículos ficou totalmente impedida das 9h da manhã até as 14h.

Pela manhã do dia 24, os manifestantes contra o golpe receberam uma boa notícia. Soldados da polícia nacional deflagraram uma greve, exigindo o pagamento de seus salários atrasados. É o primeiro episódio importante de conflitos das forças repressoras com o governo golpista.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

(Coreia do Sul) Últimas notícias da luta na Ssangyong Motors


Amigos e amigas,

A classe operária começa ir à luta em todo o mundo. Para um marxista revolucionário isso tem uma tremenda importância, pois, com os trabalhadores mobilizados e lutando por seus direitos, o resultado do xadrez da crise economica, uma partida travada duramente entre duas principais classes sociais que compõe o mundo moderno, pode ser o não desejado pela burguesia, abrindo fissuras, digamos assim, que coloquem na ordem do dia a questão do poder, ou seja, da tomada do poder pelo proletariado.

Depois das mobilizações radicalizadas na França e, ainda, na Honduras e até mesmo no Irã, os trabalhadores dão mais um exemplo de disposição de luta na Coréia do Sul.

Vejam abaixo mensagem que recebi do meu amigo Jason.

Abraços,

Adriano

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Recebí hoje uma msg de Loren Goldner, camarada dos USA, a respeito da GUERRA dos operários da SSANGYONG MOTORS da Coréia do Sul.

Ia começar a traduzir do inglês para o português, mas o João Bernardo foi mais rápido no gatilho (rs rs rs). Certamente ele, que fez uma belíssima tradução, levou uma vantagem decisiva a partir do fuso horário.

Temos visto a reemergência do movimento operário radical na Europa, na Coréia do Sul. Espero em breve para o Brasil estejamos alcançando esses níveis de luta.

Esta crise cíclica ainda não produziu tudo o que tem para produzir em termos de luta de classes de ponta - do operariado industrial. Vamos ver até onde ela nos levará, o que ela explicitará.

Antes que ela acabe, ela irá mostrar um verdadeiro cinturão operário revolucionário ao redor do mundo:

- áreas industriais dos USA
- áreas industriais da Argentina, Brasil, México
- áreas industriais da África do Sul, Nigéria
- áreas industriais do extremo extremo asiático, Índia, China, Rússia
- áreas industriais européias

O operariado consciente, revolucionário, começa sua caminhada para a auto-consciência (reencontro com a integralidade da teoria-programa de Marx), para a formulação de seu plano revolucionário e sua auto-organização (que culminará na recriação de um partido de classe mundial - a próxima internacional revolucionária dos trabalhadores).

Tudo isso será feito no único lugar em que pode ser feito: na luta.
Esse movimento operário começa, ou recomeça como é o caso para a maioria dos países da periferia reentemente e intensamente industrializada, no bôjo das lutas econômicas, e a partir daí desdobra-se dialeticamente para formas superiores de organização conforme avance o esgotamento desta ordem mundial, através das crises cíclicas industriais, assim como produto do trabalho intenso de politização no seio da classe proletária.

Não pude ainda entrar na INTERNET e amealhar mais elementos sobre a luta (guerra) dos operários SSANGYONG MOTORS da Coréia do Sul.

Farei logo em seguida.

Por falar em movimento operário... neste fim de semana começou publicamente a Campanha Salarial 2009 dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo. A do ano passado foi... EXCELENTE! Acompanhem.

Mis besos
Jason.


Thanks, Jason.
It was already translated by Joao Bernardo.
Please distribute as widely as possible.

Abracos

Loren

21 JULHO 2009 - (Coreia do Sul) Últimas notícias da luta na Ssangyong Motors

21 de Julho de 2009
Categoria: Movimentos em Luta

Este é um relato sobre as novidades na greve da Ssangyong Motors, o maior confronto de classe na Coreia do Sul nos últimos anos, enviado por um operário de uma fábrica vizinha.

Ao terminarmos o turno da noite, às 5h.30 da manhã de hoje, fomos para Pyungtaek e concentrámo-nos junto aos portões da Ssangyong Motors, onde os confrontos continuavam, tal como ontem. Entre as 9h e as 10h chegaram muitos autocarros [ônibus] com polícia de choque e chegaram também cerca de 20 carros de bombeiros. Cerca de 2.000 polícias de choque estão a tentar aproximar-se das oficinas de pintura, mas os trabalhadores estão a contra-atacar com uma fisga [estilingue] e por vezes também com cocktails molotov. A fisga é muito grande e são usados parafusos e porcas como munição, mas a uma grande distância (entre 200 e 300 metros) a sua acção não é muito eficaz.

Como uma barricada de pneus está a arder, um fumo negro cobre todo o céu, por cima das fábricas.

A administração da empresa cortou o abastecimento de água e de gás à fábrica e impede que os trabalhadores recebam o quer que seja a partir do exterior, mesmo medicamentos. Talvez a administração esteja a tentar fatigar os trabalhadores, para os levar a sair espontaneamente das oficinas de pintura.

Ao regressar daquele campo de batalha para o meu turno de trabalho desta noite, ouvi dizer que um helicóptero da polícia está a lançar granadas de gás contra os operários que estão a lutar nos telhados.

A central sindical (KCTU) decretou hoje uma greve geral de 22 a 24 de Julho e convocou um grande comício nacional para o sábado, 25 de Julho, em apoio à greve da Ssangyong. Por seu lado, o Sindicato dos Operários Metalúrgicos Coreanos (KMWU), o principal filiado da KCTU, convocou também greves para os dias 22 e 24, em apoio àquela greve e às negociações salariais em curso.

Espera-se que amanhã mais de 5.000 operários sindicalizados acorram junto ao portão principal da Ssangyong Motors e que os combates recomecem.

21 de Julho de 2009

quarta-feira, 22 de julho de 2009

PSTU: Todo apoio às reivindicações dos trabalhadores do INSS e em defesa do direito de greve


Leia abaixo a nota do partido, divulgada após o encerramento da greve, exigindo nenhuma punição e a manutenção da jornada

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) vem trazer seu total apoio aos trabalhadores do INSS contra qualquer tipo de retaliação em virtude da greve realizada recentemente. A utilização da greve enquanto instrumento de pressão é um direito de todos os trabalhadores dos setores público e privado, indistintamente. Por isso nos colocamos ao lado desses trabalhadores em defesa do livre exercício da atividade sindical e dos métodos da classe para pressionar governos e patrões com objetivo de exigir o atendimento às suas reivindicações.

A greve realizada pelos servidores do INSS em todo o país foi mais do que justa e se colocou como uma das lutas mais importantes da atual conjuntura. Os trabalhadores não aceitaram o rebaixamento de suas conquistas históricas e por isso se dispuseram a enfrentar tanto o governo como a justiça dos ricos.

Lula é hoje o principal representante dos interesses das oligarquias e das elites brasileiras, por isso ataca os trabalhadores e reprime suas lutas, se apoiando nos poderes legislativo e judiciário. Esse governo, que posa de “defensor dos pobres”, chamou a justiça burguesa para atacar os trabalhadores grevistas. Esta, além de julgar a greve ilegal e abusiva, decretou “Interditos Proibitórios” e multas inacreditáveis contra as entidades sindicais, além de tentar impor o desconto dos dias parados e fazer ameaças de demissão. Em alguns piquetes, os ativistas sofreram forte repressão sendo inclusive espancados pelas polícias militar e federal. Nem FHC reprimiu tão pesadamente uma greve de trabalhadores do serviço público federal. Uma demonstração inequívoca de que vivemos uma situação de avanço do processo de criminalização dos movimentos sociais, comandado pelos três poderes da sociedade capitalista: Executivo, Legislativo e Judiciário.

Em uma conjuntura difícil, de grave crise econômica mundial, quando o governo Lula e os patrões impõem medidas duras contra os trabalhadores, a reação dos servidores do INSS deve ser tomada como exemplo de resistência e de disposição de luta. Neste sentido, o PSTU defende intransigentemente a autodeterminação dos trabalhadores para definirem livremente sobre suas lutas, sobretudo em relação às greves que são determinantes para a obtenção de suas conquistas.

Ao longo da história, as lutas e as greves da classe trabalhadora foram determinantes para mudanças cruciais na economia e na política desse país. No fim dos anos 1970, as grandes greves operárias abalaram o regime militar, sendo imprescindíveis para o fim da ditadura. Várias categorias também cruzaram os braços, por exemplo, para protestar contra o governo Collor, que caiu em meio a gigantescas mobilizações populares. Até mesmo Lula, a despeito da farsa contra os trabalhadores depois de assumir o poder, dependeu dos movimentos e mobilizações da classe trabalhadora para chegar a Presidência da República.

Os ataques que os trabalhadores e suas organizações vêm sofrendo do governo Lula e da justiça burguesa exigem uma resposta de todo o movimento sindical e popular brasileiro. É necessário construir a unidade de todos os trabalhadores, do campo e da cidade; sindical, popular e estudantil colocando-se na linha de frente contra a política de ataques do governo e dos patrões, na defesa intransigente dos interesses da classe trabalhadora.

O PSTU se solidariza com o movimento e luta dos trabalhadores do INSS. Mais que o apoio político, estaremos firmes e envolvidos com todas as ações que se desenvolvem para garantir o êxito de suas lutas.


Não a criminalizações do movimento sindical, popular e estudantil;

Nenhuma punição contra os trabalhadores do INSS;

Manutenção da jornada de 30 horas semanais;

Atendimento das reivindicações já!



São Paulo, 20 de julho de 2009.

PARTIDO SOCIALISTA DOS TRABALHADORES UNIFICADO - PSTU
www.pstu.org.br


LEIA TAMBÉM
Greve do INSS enfrentou repressão de governo e Justiça

terça-feira, 21 de julho de 2009

Trabalhadores demitidos na França ameaçam explodir fábrica de peças

Cerca de 360 trabalhadores demitidos da fabricante de autopeças New Fabris, em Chatellerault, na França, fechada em junho, ocuparam ontem a empresa e ameaçaram explodir o local. Eles exigem das montadoras Renault e PSA Peugeot Citroën, principais clientes da New Fabris,
indenização de 30 mil euros (US$ 42 mil) para cada um pela demissão.

O delegado da CGT (Confederação Geral do Trabalho), Guy Eyermann, disse à emissora France Info que botijões de gás ligados entre si serão explodidos se não houver acordo até o próximo dia 31. Segundo os trabalhadores, cilindros ligados com um cordão inflamável foram instalados há cerca de dez dias na parte externa da fábrica. "Se Renault e PSA se recusarem a nos dar a indenização, isso poderá explodir", disse Eyermann.

Os trabalhadores foram demitidos após a liquidação judicial da empresa, que esteve sob o controle do grupo italiano Zen por seis meses. No próximo dia 20, eles devem reunir-se com o ministro da Indústria do país.

Ainda ontem, porém, o risco foi descartado pela assessora do governo local de Chatellerault (305 km a sudoeste de Paris), Anne Frackowiak. Ela afirmou que o diretor da fábrica havia confirmado que os botijões estavam vazios.

As montadoras Renault e PSA Peugeot Citroën disseram que não cabe a elas o pagamento de eventual indenização, e sim aos acionistas e à administração judicial.

O episódio em Chatellerault segue uma série de atos de violência deflagrados na França desde o agravamento da crise global. Neste ano, executivos de empresas como Sony, Caterpillar e Molex foram feitos reféns na França por trabalhadores demitidos em razão da crise.

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Com informações da Folha de São Paulo e agências internacionais

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