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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Manuel Zelaya cruza a fronteira, mas depois recua

O presidente deposto cruzou a fronteira com a Nicarágua na tarde desta sexta-feira, 24, mas depois de alguns minutos recuou, voltando a território nicaraguense. Zelaya entrou em seu país pela cidade de Las Manos, na Nicarágua, a 250 quilômetros de Manágua. O presidente deposto chegou a levantar uma corrente que separa os dois países e avançou alguns metros em solo hondurenho acompanhado por jornalistas e manifestantes. Do outro lado estavam militares hondurenhos que formavam uma frente com escudos antimotim para impedir o avanço da marcha. Zelaya foi advertido que se avançasse em território hondurenho seria preso. O presidente então decidiu recuar.

Milhares de hondurenhos se dirigiram à fronteira do país para aguardar o retorno de Zelaya. Houve repressão e pelo menos dois manifestantes ficaram feridos. O governo ainda antecipou o toque de recolher para o meio dia, em uma tentativa de tentar impedir a marcha do movimento antigolpista atá a fronteira. Logo depois que Zelaya retornou a Nicarágua, a polícia e o exército dispararam contra os manifestantes antigolpe.

Zelaya partiu um dia antes de Manágua, capital da vizinha Nicarágua, em um comboio que reuniu pelo menos 30 veículos. Hillary Clinton, secretária de Estado do governo dos EUA, voltou a classificar de "imprudente" a ação de Zelaya. Um dos principais assessores dos golpistas é Lanny Davis, conhecido lobista dos Clinton

Paralisações e bloqueios
Os dois últimos dias em Honduras foram marcados por intensos protestos. Nessa sexta-feira, se completou o segundo dia da paralisação geral chamada pelas centrais sindicais do país. Na quinta-feira a estrada que une Tegucigalpa ao norte do país foi bloqueada na altura de Durazno. A circulação de veículos ficou totalmente impedida das 9h da manhã até as 14h.

Pela manhã do dia 24, os manifestantes contra o golpe receberam uma boa notícia. Soldados da polícia nacional deflagraram uma greve, exigindo o pagamento de seus salários atrasados. É o primeiro episódio importante de conflitos das forças repressoras com o governo golpista.

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