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Sejam bem vindos. O objetivo deste Blog é informar as pessoas sobre os mais variados assuntos, os quais não se vê com frequência nas mídias convencionais, em especial acerca dos direitos e luta da juventude e dos trabalhadores, inclusive, mas não só, desde o ponto de vista jurídico, já que sou advogado.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Sobre a crise econômica e um programa para enfrentá-la, sob a ótica dos trabalhadores

Amigos e amigas,

A crise econômica internacional, aparentemente fruto de mais um crise ciclica do capitalismo, entretanto, extremamente mais aguda, visto que atingiu o coração do sistema, ou seja, EUA e os principais bancos do mundo, tem feito grandes estragos e, certamente, refletira no Brasil.

Abaixo postamos matéria publicadas no Opinião Socialista sobre o tema, uma análise da situação, sob o ponto de vista dos trabalhadores.

Adriano
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Sobre a crise econômica e um programa para enfrentá-la, sob a ótica dos trabalhadores

fonte: Opinião Socialista www.pstu.org,br

Uma das contradições marcantes de Lula é que o primeiro governo de "esquerda" da história brasileira (na verdade um governo burguês com "cara de trabalhador") foi até agora beneficiado pelo crescimento econômico capitalista.

Lula e o PT, espertamente, têm tirado proveito político do crescimento, como se ele fosse produto de sua "preocupação social". A distribuição de migalhas – como a "Bolsa Família" e o reajuste do salário mínimo acima da inflação – foram transformados, na consciência dos trabalhadores, em demonstrações de que Lula se importa com o povo "porque veio de baixo". E é inegável que, até agora, essa manobra política vinha dando certo.

O ano começou mal para o governo. As notícias indicam que a crise econômica já começou em nível internacional. E os propagandistas do governo saíram a campo para afirmar que o Brasil escapará da crise. Dizem, com ar de "cientistas", que os "fundamentos da economia são sólidos". Com isso, estão afirmando que Lula trabalhou bem para o capital internacional e que deu continuidade ao plano neoliberal dos governos do PSDB. Por ter "feito o dever de casa", Lula teria agora condições de "escapar da crise", porque tem o apoio dos grandes bancos e uma alta reserva internacional.

O problema é que são exatamente os grandes bancos (os maiores beneficiários do neoliberalismo) que estão em crise. É o governo dos EUA – que dita através do FMI, receitas econômicas neoliberais para os países semicoloniais imporem superávits primários – que, neste momento, tem o maior déficit de sua história.

E, como sempre, eles vão buscar descarregar a crise nos ombros dos trabalhadores e dos países dominados. Por isso, o imperialismo não hesitará em detonar também o seu "amigo Lula".

Essa idéia de que o Brasil vai escapar da crise ainda tem eco entre os trabalhadores porque a economia brasileira segue crescendo. Como reflexo do período de crescimento mundial que agora está se esgotando, o Brasil ainda crescerá por alguns meses. Depois, essas ideologias se chocarão contra parede.

O segundo mandato de Lula já vinha sendo marcado por diferenças políticas em relação ao primeiro. Agora, existem mais rupturas com o governo nos movimentos sindical, estudantil e popular, que se expressam majoritariamente através da Conlutas. Foi isso que possibilitou o plano de lutas desenvolvido em 2007, com o Dia Nacional de Mobilizações (em 23 de maio) e a Marcha sobre Brasília, em outubro.

Agora, com a perspectiva de que o segundo mandato seja marcado pela crise econômica, as diferenças com o primeiro mandato vão se ampliar. Abre-se a possibilidade de novas e sérias crises políticas e de novas rupturas com o governo.

O governo e a burguesia têm suas cartas. A burguesia buscará lançar o fantasma do desemprego para bloquear as mobilizações. As direções pelegas (CUT e UNE) vão dizer que a culpa não é de Lula, mas da crise internacional (as "vitórias" são de Lula, os problemas são culpa dos "outros").

Mas, é evidente que a crise econômica terá reflexos profundos no Brasil. Decididamente, o inicio de 2008 confirma que o segundo mandato de Lula não será como o primeiro.

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Um programa dos trabalhadores para enfrentar a crise -

Diego cruz e Eduardo Almeida, da
redação DO OPINIÃO SOCIALISTA

Ainda não está exatamente claro quando a recessão atingirá o Brasil e qual será sua extensão. O que se sabe é que ela virá e que vai agravar as duras condições de vida dos trabalhadores brasileiros. O governo Lula vai se preparar para a crise, aplicando as reformas neoliberais, como a da Previdência e a Trabalhista.

Os trabalhadores devem ter um programa anticapitalista para enfrentar a crise e a recessão. Contra o desemprego, será necessário ter um plano de obras públicas que enfrente o déficit habitacional com a construção de casas populares, financiado com o não-pagamento das dívidas externa e interna. Os salários devem ter um aumento real e serem reajustados de acordo com a inflação. É preciso uma reforma agrária radical que entregue as terras aos camponeses e exproprie as grandes empresas do agronegócio.

Para evitar a fuga de capitais e a especulação é necessária a estatização do sistema financeiro, assim como das empresas que ameaçarem desempregar os trabalhadores.

Em Minas, trabalhadores rurais garantem conquistas com greve

Cerca de 150 trabalhadores rurais estiveram em greve, por três dias, em Campo Florido, interior de Minas Gerais. São empregados de uma das usinas da cana região, a Couroripe, que trabalham no cultivo de cana-de-açúcar. A greve foi deflagrada por conta do descumprimento de regras de segurança do trabalho e, principalmente, por irregularidades no pagamento dos trabalhadores.

Após três dias de greve, os trabalhadores obtiveram importantes vitórias. Foi conquistada a garantia de pagamento de piso salarial de R$ 690,00, um dos maiores do setor na região, e, ainda, a imediata correção dos problemas com transporte e EPIs. Foi também garantido o pagamento integral dos salários dos dias parados e a estabilidade dos grevistas até a próxima negociação coletiva, que ocorrerá entre os meses de abril e maio do corrente ano.

Ao final foi formada uma comissão de trabalhadores a partir da qual o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Campo Florido, entidade comprometida com a construção da Conlutas, investirá na formação política da categoria, objetivando ganhar os melhores ativistas para a vanguarda da luta política e econômica dos trabalhadores.

Das negociações participou além do próprio Sindicato dos Trabalhadores Rurais, a Conlutas Regional Triângulo Mineiro, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg) e uma comissão de trabalhadores eleita democraticamente na base.

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