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Sejam bem vindos. O objetivo deste Blog é informar as pessoas sobre os mais variados assuntos, os quais não se vê com frequência nas mídias convencionais, em especial acerca dos direitos e luta da juventude e dos trabalhadores, inclusive, mas não só, desde o ponto de vista jurídico, já que sou advogado.

sábado, 22 de agosto de 2009

O significado da candidatura Marina Silva

Gustavo Sixel,
da redação do Jornal Opinião Socialista.

O tabuleiro das eleições de 2010 se alterou drasticamente, com o convite do Partido Verde (PV) à ex-ministra Marina Silva para disputar a Presidência da República. O PT e o governo reagiram rapidamente. Senadores petistas tentaram fazer com que ela permanecesse no partido, sem sucesso. Em pouco tempo, todos já davam como certa sua candidatura a presidente. A novidade altera a eleição, polarizada entre José Serra (PSDB), pela oposição de direita, e Dilma Rousseff, como herdeira de Lula.
Com uma trajetória de esquerda e defendendo a causa ambiental, Marina pode ocupar um espaço decisivo. O PV estima obter ao menos 10% dos votos, grande parte no eleitorado de esquerda. Entre os que se desapontaram com Lula e os que apoiam o governo. Assim, a candidatura é um obstáculo para Dilma e um presente para a oposição de direita.

Para a ex-ministra do Meio Ambiente, a tese de interferência do PSDB é teoria da conspiração. O certo é que sua entrada contribui para garantir ao tucano um segundo turno. O PSDB agradece. Aécio Neves afirmou à imprensa que não descarta uma aliança com Marina: “se não for possível no primeiro turno, como nós gostaríamos, com certeza, no segundo”.

Ensaio geral
Há antecedentes na manobra tucana. Nas eleições municipais no Rio e em São Paulo, candidaturas alternativas foram impulsionadas diretamente pelo PSDB. Em comum, posições ou trajetórias de esquerda, um perfil ético e independente, desvinculado de políticos tradicionais. Ocuparam espaço entre setores desiludidos com a política. Pela internet, conquistaram segmentos da juventude que provavelmente ignorariam a eleição.

Em São Paulo, a vereadora Soninha Francine deixou o PT e se lançou pelo PPS. Com posições avançadas sobre drogas e aborto, retirou votos de Marta Suplicy (PT), derrotada por Gilberto Kassab (DEM). Admiradora de Serra, Soninha obteve 4% dos votos válidos.

Mas foi no Rio onde a fórmula tucana teve mais sucesso. Fernando Gabeira (PV) polarizou a cidade. Nem mesmo a coalizão com o PPS e o PSDB e o apoio do DEM no segundo turno impediram que fosse visto como representante da “esquerda”. Por muito pouco não derrotou Eduardo Paes (PMDB), apoiado por Lula.

A trajetória de Gabeira confunde. Ex-guerrilheiro, fundador do PV, ex-petista, famoso por ousadias de comportamento e política, cultiva uma imagem de independência, que se encaixa como luva na estratégia tucana. É como se flutuasse acima das estruturas dos partidos, sem se submeter aos caciques ou aos que financiam as candidaturas. Ilusão. Candidato ao governo do Rio, estará com Serra, mesmo com Marina candidata pelo PV. É o preço do apoio tucano. Em São Paulo, Soninha integra a coalizão DEM-PSDB em uma subprefeitura.

Ilusões
Esse fenômeno é ainda maior com Marina, dona de uma trajetória de luta na floresta, ainda com Chico Mendes. É tida como honesta, íntegra. É mulher e disputa a Presidência, universo de ampla maioria masculina.

Possui ainda história de vida semelhante à de Lula: filha de retirantes, nascida no seringal no Acre, de infância pobre. Também de sobrenome “Silva”, como Lula gosta de realçar.

É provável que muitos trabalhadores olhem com expectativa para a ex-ministra. Que se agarrem a sua biografia, ignorando o restante.

Limites
Há enormes contradições, a começar pelo PV. O partido usa a defesa do meio ambiente para apresentar-se acima das classes, imune aos podres poderes da espécie humana. Todo partido está a serviço de uma das classes sociais. O PV está longe de ser um partido operário, de trabalhadores.

É um partido burguês, que em cada estado serve a outro partido maior, como se fosse uma legenda de aluguel. E tem em sua direção Zequinha Sarney, filho do presidente do Senado, uma ligação direta com o mais repudiado político brasileiro. Na Bahia, está com o PT. É aliado ao DEM, com Kassab, e ao PSDB, nos governos de Serra e Aécio.

Lideranças do PV, como Alfredo Sirkis, ex-secretário de Cesar Maia, já falam em alianças para aumentar o tempo de TV. O nome para vice é o de Cristovam Buarque, do PDT, outro partido dos patrões e da Força Sindical.

Marina ministra
A imagem de Marina ao deixar o governo foi de alguém coerente, que não aceitou acordos com os que destroem a natureza. Mas não foi isso. Ela foi ministra durante as maiores agressões ao meio ambiente. O Brasil liberou os transgênicos e aprovou a transposição do rio São Francisco, o que nenhum governo de direita tinha conseguido. Permitiu usinas no rio Madeira. O desmatamento na Amazônia foi recorde, com ampliação da soja e do gado. As florestas foram privatizadas. Esses ataques à ecologia foram justificados e legitimados sob a tese do governo em disputa.

Não havia disputa. Ao permanecer como ministra, desde 2002, Marina prestou um papel lamentável – emprestou sua biografia, seu prestígio internacional a um governo que sempre esteve ao lado do agronegócio.

Seu balanço foi o de ter participado de ataques históricos ao meio ambiente e de um governo que destruiu a Amazônia como poucos. Ao ter permanecido tanto tempo, tornou-se cúmplice.

Utopia
A atuação de Marina como ministra foi consequência de uma tese, a do desenvolvimento sustentável. Supõe um modelo em que as empresas respeitem os limites da natureza. Significa, na prática, limitar os lucros. Essa tese foi o carro-chefe de Lula. Eleito, prevaleceram os interesses das empresas.

A natureza do capitalismo, do lucro, se acentua na crise econômica. Da mesma forma que as empresas aumentaram a exploração para manter a taxa de lucro, também aceleram a destruição da natureza.

Há outras razões que tornam ainda mais utópica essa defesa – a forte presença das multinacionais e a dependência da economia brasileira. Essa é também a causa da pressa nas licenças das obras do PAC.

A defesa do mesmo programa do PT e do governo Lula, apostando na boa fé capitalista, levará a derrotas. Insistir nessa tese é enganar os trabalhadores. Os que falavam em ética hoje defendem Sarney como mal menor. Os que erguiam bandeiras ecológicas são os pragmáticos de hoje.

As empresas se apropriam da ecologia como marketing. A saída para a crise ambiental está nas mãos dos trabalhadores, com um programa socialista, contra empresas e governos. Sem um programa assim, o resto é utopia reacionária.

Por uma verdadeira alternativa em 2010
Neste momento em que velhas ideias são recicladas e oferecidas como novidades aos trabalhadores, é preciso reafirmar o chamado a unir os trabalhadores e os socialistas na eleição de 2010. Uma frente classista e socialista, com PSOL, PSTU e PCB. Não nos enganemos: a manobra da candidatura do PV também disputará os votos da frente, caso esta não apresente um programa e um perfil claro de esquerda e opte por trilhar apenas o caminho ético.

A entrada de Marina reforça a necessidade de ter nossos principais nomes na disputa. Seria um erro não apresentar, nesta conjuntura, a candidatura de Heloísa Helena, com uma trajetória militante e um legado da eleição de 2006. É preciso uma candidatura que reúna os principais nomes como Heloísa e Zé Maria, sem alianças com partidos burgueses e financiamento das empresas, para combater o governo Lula, a oposição de direita e as ilusões em candidaturas como a de Marina.

Fonte:
site do PSTU

EX- VEREADOR DO PSDB DE UBERABA É CONDENADO A RESSARCIR MAIS DE R$1 MILHÃO POR FRAUDES

TCU publica condenação dos envolvidos no caso Ceneg
Publicado em 21/08/2009 às 12:15

fonte: MGTV Rede Integração

Ex-diretor do Centro Nacional da Cidadania Negra em Uberaba terá que devolver mais de R$1 milhão aos cofres públicos

O Tribunal de Contas da União (TCU) publicou a condenação dos envolvidos no caso do Centro Nacional da Cidadania Negra (Ceneg), em Uberaba. O MGTV já mostrou a situação do prédio do Centro dedicado a cursos de formação para a comunidade negra.

Nessa quinta-feira (20), o ministro relator do processo, José Jorge, determinou que o ex-diretor da entidade, Gilberto Caixeta, devolva mais de R$1 milhão aos cofres públicos. O recurso faz parte de um convênio assinado com o Ministério da Cultura para a implantação de projetos de formação e qualificação da comunidade negra.

O prédio do Ceneg está abandonado: móveis e papéis espalhados por todos os lados. No laboratório de informática, computadores destruídos. Nos auditórios, restos de alimentos. Por causa do abandono o local é alvo de vândalos. Além de devolver os recursos, Gilberto Caixeta vai pagar uma multa de R$8 mil.

A decisão do Tribunal é do dia 11 de agosto, mas só agora foi publicada. Procurado pela produção do MGTV, o ex-diretor do Ceneg informou que já entrou com recurso contra a decisão do TCU e que não vai se pronunciar sobre o assunto. Ele ainda responde a processo no Ministério Público Federal pela mesma acusação.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

RELATOS DE UM BRASILEIRO EM HONDURAS - 4

Honduras resiste – 4º e 5º dias

Honduras Resiste – 49/50 – 4/5*
50 dias de resistência contra o golpe e cinco dias de minha estadia
15 e 16 de agosto de 2009

O final de semana continuou com atividades e conversas. No sábado, um concerto na praça perto do aeroporto, onde foi assassinado o jovem estudante de 19 anos, Isis Obed Murillo Mencía, no dia 5 de julho. Compareceram cerca de mil pessoas com toda a emoção do local onde ocorreu a maior manifestação contra o golpe, o sábado seguinte ao dia 28 de junho, quando Zelaya anunciou que voltaria ao país, e a Frente Nacional Contra o Golpe de Estado convocou a população para recebê-lo.

A avaliação é de que, na ocasião, cerca de 300 mil a 400 mil pessoas vieram de todo o país em caravanas, carros, marchas e que conseguiram chegar à capital e se dirigir ao aeroporto somente um terço. O restante foi bloqueado pelos caminhos. Para a dimensão do Brasil, seria como se um milhão de pessoas se deslocassem para uma manifestação.

Os golpistas anunciaram que não permitiriam o pouso do avião. Os trabalhadores e trabalhadoras se moveram para fazer com que o presidente deposto pudesse voltar.

Em várias conversas, se passa a impressão de que a ditadura quase caiu naquele momento. Os golpistas tinham acabado de se instalar, ainda não haviam definido todos os ministros, setores das Forças Armadas balançavam.

A marcha multitudinária se impôs rompendo três barreiras militares armadas pelos golpistas. O clima era de tensão conforme a marcha avançava, e as barreiras se abriam. Militares informavam pelos rádios que não podiam disparar, porque era o povo hondurenho que marchava.

Somente a última barreira, na cabeceira do aeroporto, onde era possível entrar pelas cercas até a pista, respondeu ao comando e atirou na multidão. Ficaram vários feridos e o estudante, homenageado pelo concerto do sábado, assassinado. Durante a correria, o avião que trazia Zelaya arremete e não pousa. A divisão que se expressou nas bases e em setores da hierarquia das Forças Armadas fica de lado e os milhares se sentem frustrados porque o avião não desceu. Mais uma vez, o centro das expectativas olhando para o que pode chegar e não para o enfrentamento que gerou paralisia nas bases de setores importantes do exército. Isso nunca funcionou para as lutas dos trabalhadores.

Heroico povo, que apesar da frustração continua marchando e se mobilizando.

No domingo, houve uma assembleia geral da Frente para discutir a continuidade. Como um dos primeiros convidados a falar, ofereço como um gesto de solidariedade a bandeira da Conlutas para que esteja em todos os momentos de luta da Frente. A bandeira permanece na mesa durante toda a assembleia. Mais uma vez, as manifestações de carinho e solidariedade de classe. Os abraços, os apertos de mão de ativistas que expressam sua busca na solidariedade internacional de classe um ponto de apoio.

Trata-se de um golpe de classe, apesar das contradições do imperialismo. Os golpistas, como dizem os hondurenhos, são as dez famílias, forma como identificam os principais grupos burgueses que dominam, como sócios menores das multinacionais, os principais negócios do país: bancos, imprensa, café, maquiladoras (principalmente têxteis), banana, madeira, redes de supermercados,fast foods etc.

As decisões centrais da continuidade: ampliar a organização da Frente buscando constituir coordenações regionais da Frente Contra o Golpe. Centrar nos próximos dias, depois da semana em que o centro foi a marcha que chegou a Tegucigalpa no dia 11 e permaneceu, em retomar o debate e a organização nas bases dos movimentos. Ter como eixo de atividades, na próxima semana, a questão dos direitos humanos, aproveitando a visita da Comissão de Direitos Humanos da OEA que visitará o país. A principal bandeira é a libertação dos 11 jovens que continuam detidos e a suspensão dos vários processos em curso.

No domingo, dia 23, haverá um ato show, “Vozes Contra o Golpe”, com a presença de artistas já confirmados da Nicarágua, Venezuela, Guatemala, Costa Rica e Argentina.

Depois da assembleia, junto com advogados de organizações de direitos humanos, jornalistas e parlamentares, fomos visitar os 11 jovens que continuam presos na Penitenciária Nacional, a cerca de 40 minutos da cidade. Todos acusados de vandalismo, atentados terroristas, crime contra propriedade. Estão num presídio comum, onde a visita teve que de feita sem celulares ou máquinas fotográficas. Jovens, na sua maioria subempregados, que foram presos, como disse um deles, “porque somos pobres”. O caráter de classe do golpe aparece por todo lado.

DIRCEU TRAVESSO, DA SECRETARIA EXECUTIVA DA CONLUTAS, DIRETO DE HONDURAS
FONTE: www.pstu.org.br

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Sobre Uberaba e a Gripe A

Gripe
Várias críticas chegam à jornalista sobre o protocolo adotado pelo município sobre o enfrentamento da Gripe A no município de Uberaba. Uma delas é do advogado e ex-candidato à prefeito, Adriano Espíndola que avalia como temerário a forma que a doença vem sendo tratada aqui na cidade. Ele faz um comparativo da vizinha Uberlândia que possui cinco mil suspeitos com o a ausência de casos da doença em Uberaba. “Muito estranho”, diz. Para se ter um exemplo, na Justiça do Trabalho de Uberlândia, ninguém entra sem antes lavar as mãos com álcool gel. Bem diferente da realidade de Uberaba. Aqui não existe nenhuma determinação. Só orientação em qualquer local de acesso coletivo.

Esquemas
O advogado é a favor de esquemas de segurança para evitar a transmissão da gripe A, inclusive com a distribuição de máscaras em eventos públicos. Adriano Espíndola não perde tempo para alfinetar o prefeito Anderson Adauto. Para ele, o Governo Federal tem feito de tudo para esconder novos casos assim como a administração municipal - da base aliada de Lula. Companheiro é companheiro...

Fornecimento de remédios

A busca por medicamentos continua rendendo ações na justiça contra o município de Uberaba. A maioria com decisão favorável. Duas condenações confirmaram liminares já concedidas para garantir em definitivo o fornecimento de remédios - negados pela Secretaria Municipal de Saúde - para pacientes que buscaram a Justiça. Ambas decisões cabem recurso somente em segunda instância.

Clique aqui para ler o blog Nas Entrelinhas da Notícia, donde retirei as notas acima

Só quero acrescentar que defendo a quebra das patentes do Tamiflu, para que o mesmo seja produzido no Brasil e distribuído gratuitamente.

Essa, alías é a posição do PSTU sobre o tema.  Clique aqui e leia matéria sobre o assunto

Adriano

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

RELATOS DE UM BRASILEIRO EM HONDURA - 3

Honduras Resiste
48 dias de Resistência Contra o Golpe e 3º dia de minha estadia
14 de Agosto de 2009
Dirceu Travesso – membro da Secretaria Executiva Nacional da Conlutas


Neste terceiro dia em Honduras, o dia começa com mais uma marcha. Toda a semana, desde o dia 11, quando chegaram à capital as marchas vindas do interior aconteceram passeatas pelas principais ruas da Capital.

Tegucigalpa, a capital, situada aos pés da Serra “El Picacho”, com seu relevo irregular de montes em torno dos rios que compõe a parte baixa da cidade. O significado da palavra Tegucigalpa, até agora é polêmica. Uns dizem ser de origem Nahua, das palavras Teguz – Galpa que significam “Montanhas de Prata”. A origem da cidade remonta aos espanhóis que se instalaram em meados do século XVI para extrair prata. Ou se origem do mesmo idioma Nahua, de Tecuztlicallipan, "Lugar de residência dos nobres". Na verdade de origem são duas cidades, Tegucigalpa, onde viviam os exploradores e abastados e Comayaguela onde viviam os setores miseráveis que trabalhavam nas min as.

As marchas às vezes caminham pelas avenidas ou “boulevares” das partes mais baixas ou sobem e descem ladeiras onde aparece o grito, “ Cansados” onde a resposta de todos é sempre um “No”.

Durante a semana as marchas foram diminuindo.Calculam-se cerca de 40.000 dia 11, cerca de 20.000 dia 12 e mais ou menos 5.000 nos dois ontem. Hoje saem cerca de 3.000 da Pedagógica e no percurso se somam mais cerca de 2.000.. Os motivos se combinam por questões políticas, organizativas e a repressão.
A dificuldade de se manter tanta gente, boa parte vindo do interior, tantos dias na capital é real.
A repressão continua ocorrendo com estratégia. Hoje não ocorreu repressão à marcha na capital mais uma vez. Mas busca amendrotar o povo e impedir ações que possam efetivamente ameaçar seus negócios e gerar divisões. Por isso manifestações como de San Pedro Sula, foram reprimidas nos dois últimos dias. Bloquearam estradas que levam ao principal porto exportador do país. Além dos ataques à população para tentar intimidar e dividir. Até agora, corrigindo o dado que informei anteriormente, de acordo com um informe oficial de grupos de direitos humanos dão conta que foram mortos desde o inicio do golpe 101 pessoas por tiros de balas militares nas madrugadas
O terceiro aspecto se expressa no debate sobre um cansaço pela combinação entre tantos dias de manifestações mas fundamentalmente pela discussão aberta entre setores do movimento: qual a estratégia ? As dúvidas tomam conta a setores do movimento. Os professores, ou combatendo o machismo, AS PROFESSORAS, assim com maiúsculas, porque o setor que esteve até agora como coluna vertebral da mobilização em todo o país tem sido “Las Maestras”. Que também expressam cansaço e surgem problemas com uma campanha pesada pela mídia buscando colocar as comunidades contra “Las maestras” que estariam se negando a ensinar as crianças do país.

Um cuidado necessário. Não concluamos que a diminuição das marchas da semana significa que o movimento esta derrotado. Nestes 48 dias o movimento foi capaz de se superar e retomar iniciativas.

Mas o debate sobre a estratégia expressa uma contradição real do movimento e a política que até agora conseguiu garantir o presidente deposto Zelalya. Mesmo que não seja dito as ações do movimento, reiteradamente chamadas para serem pacificas, para que não radicalizem pelos setores liberais de Mel tem uma estratégia clara. Manter o movimento sobre controle pressionando com as marchas internamente para apoiar as ações de negociação que busca construir desde o exterior.

Esta contradição entre a impressionante combatividade demonstrada pelas Hondurenhas (em homenagem mais uma vez as Maestras) e a ações construídas sem uma estratégia de enfrentamento junto com dois outros aspectos decidirão o futuro no próximo período. Os dois outros aspectos que poderão levar a possibilidade de que o golpe se estabilize e consiga se manter são o tema das eleições convocadas para novembro e as ações internacionais de solidariedade que o movimento for capaz de promover.

Fiquemos hoje no primeiro tema. É necessário urgente estabelecer uma estratégia que o movimento de conjunto veja como possível derrotar os golpistas. Enfrentamento não significa ações isoladas que podem jogar confusão. Mas preparar as trabalhadoras e trabalhadoras do campo e da cidade de Honduras para enfrentar o inimigo. Com grandes ações unitárias de massa. As marchas são importantes mas a serviço de construir ações que parem o pais, que afete a economia, que busque dividir as Forças Armadas e a Policia Nacional. Construir um dia de Paro Cívico, com greves e manifestações de rua nas cidades, com bloqueios de estrada por todo o país é fundamental para o próximo período. Para dividir o inimigo, mas fundamentalmente para reanimar as lut adoras e lutadores heróicos de que é possível derrotar os golpistas. E isso se dará nas lutas concretas nas ruas de Honduras, com os olhos e esforços concentrados em dividi-los, com ações construídas para enfrenta-los. Não se dará com as marchas olhando para os céus esperando a volta de Zelaya.

As eleições, convocadas para novembro desde antes do golpe e mantidas pelos golpistas até o momento, já com 6 candidatos inscritos (4 que apóiam o golpe e 2 da resistência) também podem dividir o movimento. Vamos ouvir e informar para poder discutir.

O terceiro aspecto decisivo, reafirmar um chamado a solidariedade internacional. É preciso intensificar ações de solidariedade. Manifestações, boicote econômico, exigir que os governos que se dizem democrático e popular da América Latina saiam de sua postura de declarações e possam ir a ação concreta. O primeiro passo é exigir além da ruptura diplomática a ruptura econômica. O boicote, o fechamento de fronteiras, a suspençao de todos os negócios promovidos pelo Governo dos Golpistas. Essa tarefa é de todos que tem clareza que um golpe militar na América Latina não pode passar.

Didi
Dirceu Travesso

terça-feira, 18 de agosto de 2009

DEZ MIL ACESSOS!

Amigos e amigas,

Estamos chegando a marca de 10 mil visitas aos nosso blog, desde iniciamos a contagem, em 01.01.2009. Algo em torno de 1.350 visitas ao mês.

Agradeço a todos o prestígio dado ao Blog Defesa do Trabalhador, uma ferramenta a serviço da luta e concientização política dos trabalhadores e de sua vanguarda.

Abraços,

Adriano Espíndola


domingo, 16 de agosto de 2009

Relatos de um brasileiro em Honduras - 2


Honduras Resiste – 47 – 2 *
47 dias de Resistência Contra o Golpe e 2 dias de minha estadia
13 de Agosto de 2009
Dirceu Travesso – membro da Secretaria Executiva Nacional da Conlutas

Durante a marcha da quinta feira, aparece em cada detalhe, conversa, palavra de ordem ou ruas, a história deste país e de como continua colocada a mesma questão de séculos, a dominação colonial.
Nas paredes as marcas dos últimos dias. A quantidade de fast foods internacionais espalhados pela cidade, com suas logo marcas imensas chama a atenção. O “Popeye” completamente incendiado, Mac Donalds, Burger Kings, Pizzas Huts e outros com seus vidros completamente quebrados. Todos pichados . “Fuera Golpistas”, “Fuera Gorilleti”, trocadilho com o nome de Micheletti, o presidente do Congresso Nacional que assumiu a presidência com o golpe militar e Gorilas, como eram chamados os militares golpistas de outros tempos. Mais a frente Gorilletti vira Pinochelletti em outra “pintada” (pichação).
As cores das cadeias de fast food, que aqui são isentas de qualquer imposto, com seus vidros quebrados e as pichações viram um mosaico embaralhando os embates que se travam.

Na Marcha, durante as conversas, o tema da dominação colonial, aparece de várias formas. De onde vem o nome da moeda local, Lempira? Esta palavra estranha, que em cotação atual precisariam de 20 Lempiras para U$ 1, é o nome do líder indígena, de uma das inúmeras tribos descendentes dos maias na região, que em 1537 consegue unir cerca de 200 diferentes chefes para expulsar os invasores espanhóis.
Depois de muita luta e resistência, ao aceitar participar de uma Conferencia de Paz e reafirmar sua posição de continuar lutando pela retirada dos invasores foi assassinado à traição. Com sua morte, os espanhóis conseguem a rendição de mais de 30.000 guerreiros que Lempira havia unificado.

Caminhando um pouco mais e outra “pintada” onde aparece o rosto de um bispo católico com seus símbolos e o número 666 (o número da Besta) inscrito em sua testa. Vem a a palavra de ordem de repúdio ao “Cardenal”: “Cardenal, cardenal, nunca serás Papa, Bestia Infernal”.
Mais uma vez a igreja mantém sua coerência institucional histórica secular. Ao lado dos exploradores. Por mais que figuras como Monsenhor Romero, bispo Salvadorenho assassinado pela ditadura nos anos 80 e outros tenham aparecido como parte da história da resistência o papel da igreja se mantém.

A figura de Morazan, General Francisco Morazan, figura nacional histórica da luta pela independência. Uma luta travada em dois sentidos : pela independência nacional e pela unidade centro americana, contra a divisão artificial em distintos países promovida pelos impérios, sempre apoiados em oligarquias regionais. A independência em relação à Espanha, conquistada em 1821. Fazendo parte até 1823 do Império Mexicano quando se soma a recém fundada Províncias Unidas da América Central. Em 1838 esta experiência de unidade sofre uma derrota e é dissolvida. Morazan é a figura mais destacada na luta pela manutenção da unidade centro americana. A Bandeira de Honduras até hoje permanece com 5 estrelas em referencia a luta pela unidade do que eram as províncias, Guatemala, El Salvador, Cost a Rica, Nicarágua e Honduras. O Panamá foi fundado posteriormente dividindo a Colômbia. Unidade reestabelecida militarmente na segunda metade do século XIX, quando “piratas” dos EUA tentam invadir as terras Meso Americanas.

Estes episódios históricos, vão revelando a constância da luta pela independência nacional e contra a divisão artificial imposta sempre pelos dominadores com aliados internos.
Assim aparece na conversa sobre a grande manifestação do dia 05 de Julho, quando cerca de 100.000 hondurenhos marcharam até o aeroporto e que outras cerca de 200.000 pessoas não conseguiram chegar bloqueados em estradas para não chegarem a capital.
Foram esperar “Mel”, como é conhecido o presidente deposto Manuel Zelaya, para recolocà-lo no governo, de onde fora deposto uma semana antes. A maior manifestação desde 1954, ano da Greve Geral Bananeira .A grande greve geral dos trabalhadores da Banana, que derrotou a Industria Bananeira Imperialista que dominava a região. Os países da America Central eram conhecidos como Republicas de Banana pelo grau de dominação colonial exercido pela United Fruit Corporation. Orgulho de uma greve geral que marcou uma mudança na correlação de forças em toda a região.

O orgulho do grupo negro com seus atabaques, tocando, cantando e dançando no meio da marcha, que são parte da OFRANEH, Organização Fraternal Negra de Honduras. E logo fazem questão de se identificar como da etnia Garífona, identidade afro indígenas de origem em São Vicente, nas Ilhas Canárias, desde 1797 vivendo em Honduras. E completam, lutamos pelo direito as nossas terras, a nossa cultura e nossos valores constantemente usurpados pelo imperialismo. E segue a marcha na mistura dos ritmos dos povos explorados.

No encerramento do ato ao falar sobre a presença da Conlutas e nosso apoio como parte da Solidariedade Internacional de Classe vem os agradecimentos, os abraços fortes e o outra parte da historiam no comentário de uma ativista: que Honduras poderia agora pagar caro pelo papel que cumpriu nos anos 80 de servir de base militar imperialista para o financiamento, treinamento e organização dos “contra”, setores paramilitares de direita, treinados diretamente pelo imperialismo para derrotar as revoluções em curso na região. A divisão regional tantas vezes imposta pelo imperialismo, se utilizando de lacaios locais, aparece como uma vergonha que não pertence aos que lutam. Digo que os que receberam e ajudaram os yanques e os contras sao os mesmos que agora estao com o golpe. E que eles, nas ruas, são os que continuam a historia heróica de nicaragüenses e salvadorenhos, vanguarda da luta daquele período.

Em Tegucigalpa foi um dia sem repressão como dos dias anteriores. A manifestação com cerca de 5.000 manifestantes, passou em frente ao Ministério Público com uma Comissão da Frente Nacional Contra o Golpe de Estado sendo recebida para exigir a libertação dos presos e a punição aos militares e policiais que estão reprimindo. A resposta, que o Ministério Público não tinha conhecimento de nenhum caso de violação de direitos humanos. Depois do Ministério Publico a manifestação terminou em frente a Rádio Globo, ameaçada de fechamento por se opor ao golpe.
Neste mesmo dia houve repressão violenta mais uma vez em San Pedro Sula onde foi realizada uma manifestação com bloqueio na estrada que vai daí, principal cidade industrial do país ao principal porto de Tegucigalpa. A justiça mais uma vez com seu caráter de classe “não sabe” das cerca de 30 pessoas mortas a balas de fuzis nas madrugadas de Tegucigalpa desde o golpe, das centenas de detidos, dos 27 já processados e que permanecem presos, das centenas dos feridos.
Como um gesto de repúdio a cegueira, terminei o dia, em uma visita ao deputado Melvin Ponces, anti-golpista, internado em um Hospital da cidade. Nas manifestações do dia 12, Ponce foi espancado pelos militares golpistas. Braço quebrado, duas cirurgias, hematomas e lesões. Nada que a justiça burguesa possa ver.

O tema da independência nacional continua colocado dramaticamente para a região. Como tantas vezes nas últimas décadas, novamente surgem momentos em que se coloca a possibilidade de discutir um projeto nacional de independência e soberania. Defender a democracia e exigir a volta do presidente eleito Mel Zelaya, contra o golpe militar, não pode se confundir em abrir mão da independência de classe dos trabalhadores e camponeses. Mel Zelaya é um burguês latifundiário que momentaneamente esta em conflito com outros setores de sua classe. Até mesmo de seu partido, o Partido Liberal, o mesmo partido de Micheletti, o golpista. Exigir sua volta não pode confundir com apoiar uma figura burguesa, latifundiário, membro do Partido Liberal.

Reconstituir Zelaya ao governo é uma medida para derrotar os golpistas. E derrotar aos golpista é garantir a prisão e punição de todos os envolvidos no golpe, é garantir a convocação da Assembléia Nacional Constituinte onde se discuta a reforma agrária, a política econômica, a relação com o imperialismo e seu TLC. Zelaya, presidente que aprovou o TLC não pode levar adiante um programa que signifique o confisco de suas terras e o ataque aos negócios de sua classe.

Durante as últimas décadas o debate sobre a relação da luta pela independência nacional e o papel de setores “progressivos burgueses” se colocou de maneira dramática na região. As alianças com esses setores, abrindo mão da construção de organizações e de um programa de classe, independente que questione suas propriedades mais cedo ou mais tarde levam à derrota. Quando o movimento em seu processo de lutas objetivas, colocam para estes senhores uma escolha de classe: expropriar ou defender a grande propriedade privada, sua origem e seus interesses de classe definem seu lado.

Caminhamos juntos na luta para derrotar os golpistas, reconduzir Zelaya e garantir as liberdades democrática com a punição dos Golpistas e a convocação da Assembléia Nacional Constituinte. Mas sem nos confundirmos que para levar adiante de maneira coerente a luta pela independência nacional e contra fascistas golpistas sócios menores do imperialismo, só a construção de um pólo classista independente e um programa que questione a grande propriedade privada, das multinacionais ou de seus agentes internos.

Didi
Dirceu Travesso

leia também Relatos de um brasileiro em Honduras - 1

Relatos de um brasileiro em Honduras (1)

Honduras Resiste 46 – 1*
12 de Agosto de 2009.
* 46 dias de Resistência do Povo hondurenho e 1 dia de minha visita ao país.
Dirceu Travesso - membro da Secretaria Executiva Nacional da Conlutas - Brasil

Esta viagem à Honduras é parte de um esforço de tantos militantes e organizações que buscam manter acesa a chama do internacionalismo de classe. A Conlutas, buscou se engajar junto com outros setores desde o primeiro momento, 28 de junho, quando ocorre o golpe militar que depôs Miguel Zelaya em iniciativas de solidariedade.

Durante a viagem iniciada na madrugada do dia 12 em São Paulo, com conexão no Panamá e escala na Costa Rica vêem a memória as lembranças do anos 70 e 80, as ditaduras na América Central, a resistência na Nicarágua, El Salvador, Guatemala e outros países e reaparece as imagens da experiência dura de toda uma geração do significado dos golpes militares, onde o principal alvo sempre foram os trabalhadores, as organizações sindicais e sociais.

A chegada em Tegucigalpa, capital, com cerca de 1 milhão de habitantes dos 7.500.000 de Honduras, vai revelar em poucas horas a situação e os dilemas deste país. Um golpe militar, pela primeira vez na história, reprovado, pelo menos formalmente, pelo imperialismo que tenta se impor.

No aeroporto, por volta das 13:30 h (no Brasil 16:30 h), a sensação de não estar chegando em um país com uma ditadura. Não há uma presença ostensiva de militares, muito menos tanques ou veículos militares, como a memória das ditaduras dos anos 70 evoca. Desembarco usando uma camisa com a figura de Rosa de Luxemburgo e sua frase, “Quem não se movimenta não sente o peso das correntes que o prendem” passo normalmente pela Policia Nacional, alfândega, etc. O dirigente que me espera no Aeroporto, membro da Coordenação da Frente Nacional Contra o Golpe de Estado, no telefonema feito do Panamá para confirmar se estaria me esperando me avisa “estoy usando uma camisa contra el golpe”. Me recebe, de camisa Contra o Golpe e saímos normalmente do Aeroporto para a cidade.

O destino seria o centro da cidade, onde estava por acontecer o ato de encerramento da marcha que tinha percorrido o centro da cidade, convocado pela Frente Nacional Contra o Golpe. No caminho o telefonema avisa que a manifestação havia sido reprimida violentamente. Mudamos a direção. Vamos “a la Pedagógica”, faculdade de formação de professores. Me informa que é o local tradicional de onde saem as manifestações do Sindicato dos Professores, ou melhor professoras, pois aqui também de esmagadora maioria de mulheres. Uma das categorias que tem cumprido um papel fundamental na resistência, em greve desde o primeiro dia. O telefone continua tocando, informações sobre prisões e a repressão.

Chegamos à Pedagógica, a orientação dada para a manifestação ante à repressão foi que todos se dirigissem para lá. Além de ser o local da saída das marchas, várias delegações do interior, que chegaram à Tegucigalpa, ontem dia 11, para a marcha nacional que contou com cerca de 30.000 pessoas, convocada pela Frente estão alojadas na Faculdade.

Ainda havia pouca gente, descemos e paramos na rua, com as poucas pessoas que já haviam chegado lá. Eles estão conversando sobre o que está ocorrendo. De repente saem de dentro da Faculdade, companheiros e companheiras correndo. Atrás o Exército e a Policia Nacional atirando e reprimindo. Vieram por dentro da Faculdade e chegaram por trás dos que já haviam chegado. Correria, gritos, tiros, bombas. Todos correm.

Mais tarde aparecem as informações do dia 12. Nestes 46 dias de resistência um dos dias com mais repressão. Cerca de 40 presos em Tegucigalpa e mais 80 em San Pedro Sula (segunda cidade do pais com cerca de 700.000 habitantes). Uma contra ofensiva dos golpistas, depois da marcha de cerca de 30.000 no dia anterior que terminou com enfrentamentos e algumas lojas de cadeias de fast food, de setores ligados ao golpe incendiadas e depredadas. Um episódio até agora pouco esclarecido sobre sua origem. **

A Ditadura aparece. Não tem a mesma força e truculência de outros anos. Os limites dados por uma resistência heróica do povo hondurenho que tem como principal organismo impulsionador a Frente Nacional Contra o Golpe de Estado (onde participam todos os setores contra o golpe) e a situação internacional. Uma ditadura com os militares formados na mesma Escola das Américas que formou os “gorilas” facínoras de antes, com uma unidade muito forte dos setores burgueses hondurenhos e suas instituições.

Isolada internacionalmente, pelas limitações que tem hoje a política do Governo Obama, representante das transnacionais e seus negócios, mas que sobe ao governo como expressão da derrota da política belicista intervencionista de Bush e enfrentando a pior crise econômica imperialista desde 29. Um governo imperialista que se utilizou dos militares para fazer uma pressão no Goveno Zelaya e sua aproximação com Chavez, mas que ficou em uma situação difícil quando seus aliados hondurenhos deram o golpe, atravessando o sinal.

Para Obama, a sustentação de um golpe militar neste momento, seria a negação de toda a tentativa de pintar uma nova cara para o imperialismo. Não nos confundirmos ante essa situação é decisivo. Nem acreditar que Obama e o imperialismo tenham mudado nem ignorar suas contradições que acabam de alguma maneira fragilizando os golpistas que reprimem forte, mas com limitações dadas pela falta do respaldo total e formal do imperialismo.

De outro lado o destaque a um povo, que tem lutado heroicamente para derrotar o golpe contando com várias limitações de organização. Mas também com uma limitação das mobilizações de solidariedade internacional. Até agora muito aquém do necessário para uma resposta categórica que cabe ante um golpe militar.

Mesmo que esse golpe tenha todas as limitações da conjuntura internacional. Os únicos que podem derrotá-lo de maneira coerente são o povo e os trabalhadores hondurenhos com suas organizações de trabalhadores e populares à frente mas contando com a solidariedade de classe internacional.

Esse é o desafio. Um chamado as organizações internacionais dos trabalhadores que assumam a campanha pela derrota do golpe em Honduras como um dos centros de suas atividades e iniciativas.


** O relato da magnitude da marcha do dia 11, detalhes da repressao do dia 12 também me foram transmitidos por Marcelo Buzzeto do MST, Ivan Pinheiro do PCB e Amauri Soares deputado estadual de Sta Catarina que tive o prazer de encontrar nesta noite em Tegucigalpa, quando se preparavam para viajar de volta ao Brasil depois de uma visita de 3 dias.

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