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Sejam bem vindos. O objetivo deste Blog é informar as pessoas sobre os mais variados assuntos, os quais não se vê com frequência nas mídias convencionais, em especial acerca dos direitos e luta da juventude e dos trabalhadores, inclusive, mas não só, desde o ponto de vista jurídico, já que sou advogado.

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sábado, 4 de setembro de 2010

Contra censura da mídia, Jornal Brasil de Fato vai mediar debate entre os candidatos da esquerda (PSTU, PCB e PCO)


Debate vai ocorrer no próximo dia 21 e terá transmissão aberta pela Internet

Representantes do PCB, PCO e PSTU se reuniram na tarde desse dia 2 de setembro na sede do jornal Brasil de Fato, em São Paulo, para discutirem a realização de um debate entre os candidatos da esquerda à presidência.

O objetivo principal do debate é denunciar o veto que a grande imprensa impõe às candidaturas da esquerda, ao mesmo tempo em que impõe a falsa polarização entre PT e PSDB.

O convite à reunião foi enviado também ao PSOL, mas o partido não enviou representante e até a publicação desta nota não havia confirmado a presença de Plínio de Arruda no debate. Estiveram presentes os candidatos Ivan Pinheiro (PCB) e Rui Pimenta (PCO), além de Eduardo Almeida, da direção nacional do PSTU, representando Zé Maria. O editor chefe do Brasil de Fato, Nilton Viana, ficou responsável por indicar um mediador do jornal ao debate.

Furando o bloqueio da mídia
A ideia é realizar um amplo debate, com transmissão em vídeo pela Internet num “pool” de sites, que agregasse não só os partidos envolvidos e o Brasil de Fato, mas também demais veículos da imprensa alternativa, sindicatos e entidades dos movimentos sociais e populares.

O debate deve ser realizado no próximo dia 21 de setembro e será aberto à participação de jornalistas da grande imprensa, que poderão fazer perguntas aos candidatos. Internautas também poderão enviar questões para serem respondidas pelos debatedores.

Uma comissão formada pelos representantes dos partidos presentes na reunião ficou responsável em elaborar uma nota oficial a ser divulgada amplamente, assim como em definir os detalhes do debate.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Perguntas à Sra. Clinton (as quais a imprensa brasileira não teve coragem de fazer)

Afinal, o que a senhora Clinton veio fazer no Brasil?

A senhora Hilary Clinton veio, viu e se omitiu. Se omitiu sobre o Afeganistão, sobre o Iraque e sobre a Palestina.

Cabe menos culpa a ela do que à mídia amestrada.

Nenhuma palavra sobre os mais de dois milhões de iraquianos e afegãos assassinados pelo seu país.

Nenhuma palavra sobre os mais de quarto milhões de iraquianos e afegãos que tiveram que abandonar seus países.

Nenhuma palavra sobre as mais de dois milhões de viúvas.

Nenhuma palavra sobre os seis milhões de crianças órfãs.

Nenhuma palavra sobre os bebês deformados vitimas das bombas de urânio empobrecido.

Nenhuma palavra sobre o Estado terrorista de Israel.

Nenhuma palavra sobre a invasão do Líbano pelo estado terrorista de Israel.

E paro por aqui porque, como já ressaltei, muito pior do que a omissão dela, foi a omissão dessa mídia corrupta e servil que enxovalha a liberdade de imprensa, que não teve a coragem de fazer uma pergunta sequer: se Israel pode ter a bomba atômica, porque os outros países do Oriente Médio não podem ter?

sábado, 19 de dezembro de 2009

CASO BATTISTI - O ESGOTO SE MANIFESTA

por Celso Lungaretti (*)

No artigo O Fiasco natalino da Fabbrica Italiana di Buffonatas, ao analisar o fracasso retumbante do último golpe propagandístico com que a Itália e seus serviçais tentaram coagir o presidente Lula a proceder como um vil linchador, constatei: "Nem mesmo a grande imprensa brasileira, tão parcial em tudo que se refere a Battisti, embarcou pra valer nessa canoa furada".
Queimei a língua: a Veja e a CartaCapital não tiveram o comedimento dos jornalões. Em nome de uma causa repulsiva e já perdida, mentiram descaradamente para seus leitores.
A primeira -- que era da marginal do Tietê e agora é também dos marginais da extremadireita -- disse a que veio desde o título:
Grazie, Supremo. Deveria colocar o texto também em italiano, tornando total a vassalagem.
Segundo a Veja, ao completar 55 anos nesta 6ª feira (18), Battisti ganhou "uma passagem só de ida a Roma, cortesia do Supremo Tribunal Federal".
E por aí seguiu, entre a grosseria explícita e a desinformação programada:

"Lula não tem alternativa a não ser devolver Battisti ao sistema judicial do país onde ele está condenado pelos assassinatos".
"O terrorista não se encaixa em nenhuma das exceções que poderiam impedir a extradição".
"Se Lula não extraditar Battisti, não só o Brasil poderá ser denunciado pela Itália na Corte de Haia como o STF certamente enquadrará o presidente".

CHANTAGEM E ALARMISMO BARATO

A CartaCapital, em Enfim caiu a discricionaridade, não só fingiu acreditar que o factóide desta semana terá alguma importância real no desfecho do caso, como erigiu novamente o ultradireitista Gilmar Mendes em fonte confiável, chegando ao absurdo de ajudá-lo a chantagear Lula.
Assim, no final do texto que Mino desta vez esquivou-se de assinar, tal o estrago que o último causou na sua reputação, está dito que, em recente entrevista à TV Educativa do Paraná, Mendes "insinuava que, se a decisão final de Lula contrariar o tratado, a Itália poderá ingressar com nova ação no STF".
A CartaCapital aprova entusiasticamente, ao enfatizar que "a decisão do dia 16 não exclui esta possibilidade".
Trocando em miúdos: a revista do Mino Carta ajuda o principal linchador do STF a fazer alarmismo barato, tentando vergar Lula às imposições italianas, em detrimento da soberania nacional. Que cada leitor tire suas conclusões.
Quanto ao fulcro da questão, já foi esgotado por quem tem conhecimentos jurídicos e autoridade moral para o fazer.
Caso de Dalmo de Abreu Dallari, professor emérito da Faculdade de Direito da USP e professor catedrático da Unesco na cadeira de Educação para a Paz, Direitos Humanos e Democracia e Tolerância, que considerou a
extradição inconstitucional (clique aqui e leia a totalidade da lição do prof. Dallari, Nota de Adriano Espíndola):

"...o dado essencial é que as próprias autoridades italianas afirmam o caráter político das ações de que Battisti foi acusado, pois subversão é crime político, na Itália e no Brasil. Ora, a Constituição brasileira diz expressamente, no artigo 5º, inciso LII, que 'não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião'. Só isso já torna inconstitucional a extradição de Cesare Battisti.
"Outro obstáculo constitucional intransponível é o fato de que a Constituição brasileira, pelo mesmo artigo 5º, no inciso XLVII, dispõe que 'não haverá pena de caráter perpétuo'. Ora, o tribunal italiano que julgou Battisti condenou-o à pena de prisão perpétua. Essa decisão transitou em julgado, e o governo italiano não tem competência jurídica para alterá-la, para impor uma pena mais branda, como vem sendo sugerido por membros daquele governo. A Constituição da Itália consagra a separação dos Poderes e assim como o presidente da República do Brasil está obrigado a obedecer a Constituição brasileira o mesmo se aplica ao governo da Itália, em relação à Constituição italiana.
"Em conclusão, no desempenho de sua atribuição constitucional privativa o presidente Lula (...) respeitando as disposições da Constituição brasileira, como é seu dever, deverá negar o atendimento do pedido, pela existência de impedimento constitucional".

Caso também de Carlos Lungarzo, da Anistia Internacional dos EUA, que assim desmistificou o factóide desta semana:

"...não se acrescentou nada novo, porque o caráter discricionário da decisão de Lula não impedia, obviamente, que alguém tentasse depois processá-lo sob qualquer pretexto, como retaliação no caso de que recusara extraditar Battisti. Ou seja, Lula não está obrigado a cumprir a ordem de extradição, mas, se retiver o perseguido em nosso país (com ou sem tratado), pode ser julgado por crime de responsabilidade.
"A única diferença é que hoje, este risco de Lula de ser processado foi colocado pelo Supremo Tribunal numa forma mais escandalosa e despudorada. Agora, pode ser usado com mais força como bandeira pela mídia, pela infame máfia diplomática peninsular, e por todas as forças do terrorismo de estado que se escondem abaixo da democracia aparente da pátria de Berlusconi...".

Parafraseando Camões, cessa tudo o que os corvos linchadores grasnam, pois um valor mais alto se alevanta: a grandeza de Dallari e de Lungarzo é inalcançável para esses senhores da mídia que direcionam insensivelmente Veja e CartaCapital ao esgoto jornalístico.


* Celso Lungaretti  é jornalista e escritor, mantém os blogues

http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/

http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

MANUAL DA MÍDIA BURGUESA SOBRE O ORIENTE MÉDIO

TEXTO ANÔNIMO, CIRCULA PELA INTERNET


1) No Oriente Médio são sempre os árabes que atacam primeiro e sempre Israel que se defende. Esta defesa chama-se represália.

2) Os árabes, palestinos ou libaneses não tem o direito de matar civis. Isso se chama “terrorismo”.

3) Israel tem o direito de matar civis. Isso se chama “legitima defesa”.

4) Quando Israel mata civis em massa, as potencias ocidentais pedem que seja mais comedida. Isso se chama “Reação da Comunidade Internacional”.

5) Os palestinos e os libaneses não tem o direito de capturar soldados de Israel dentro de instalações militares com sentinelas e postos de combate. Isto se chama “Sequestro de pessoas indefesas.”

6) Israel tem o direito de seqüestrar a qualquer hora e em qualquer lugar quantos palestinos e libaneses desejar. Atualmente são mais de 10 mil, 300 dos quais são crianças e mil são mulheres. Não é necessária qualquer prova de culpabilidade. Israel tem o direito de manter seqüestrados presos indefinidamente, mesmo que sejam autoridades eleitas democraticamente pelos palestinos. Isto se chama “Prisão de terroristas”.

7) Quando se menciona a palavra “Hezbollah”, é obrigatória a mesma frase conter a expressão “apoiado e financiado pela Síria e pelo Irã”.

8) Quando se menciona “Israel”, é proibida qualquer menção à expressão “apoiada e financiada pelos EUA”. Isto pode dar a impressão de que o conflito é desigual e que Israel não está em perigo de existência.

9) Quando se referir a Israel, são proibidas as expressões “Territórios ocupados”, “Resoluções da ONU”, “Violações dos Direitos Humanos” ou “Convenção de Genebra”.

10) Tanto os palestinos quanto os libaneses são sempre “covardes”, que se escondem entre a população civil, que “não os quer”. Se eles dormem em suas casas, com suas famílias, a isso se dá o nome de “Covardia”. Israel tem o direito de aniquilar com bombas e mísseis os bairros onde eles estão dormindo. Isso se chama Ação Cirúrgica de Alta Precisão”.

11) Os israelenses falam melhor o inglês, o francês, o espanhol e o português que os árabes. Por isso eles e os que os apóiam devem ser mais entrevistados e ter mais oportunidades do que os árabes para explicar as presentes Regras de Redação (de 1 a 10) ao grande público. Isso se chama “Neutralidade jornalística”.

12) Todas as pessoas que não estão de acordo com as Regras de Redação acima expostas são “Terroristas anti-semitas de Alta Periculosidade”.