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Sejam bem vindos. O objetivo deste Blog é informar as pessoas sobre os mais variados assuntos, os quais não se vê com frequência nas mídias convencionais, em especial acerca dos direitos e luta da juventude e dos trabalhadores, inclusive, mas não só, desde o ponto de vista jurídico, já que sou advogado.

domingo, 5 de julho de 2009

LISTA DE FAZENDAS E EMPRESARIOS RESPONSAVEIS PELO DESMATAMENTO E TRABALHO ESCRAVO NA AMAZONIA


Amigos e amigas leitores,

O GREENPEACE divulgou recentemente importante trabalho com a listas de latifundiários e empresários que estão devastando a Amazônia, por meio da pecuária, para produzir carne e couro para exportação (Europa, Estados Unidos, China, principalmente).

Novamente o agronegócio devastando a natureza para garantir o lucro de “meia dúzia” de capitalistas, a exemplo do que ocorre aqui no Triângulo Mineiro com a cana-de-açúcar dizimando o bioma cerrado.

Assim como ocorre em nossa região do Triângulo, onde assistimos políticas de renúncia fiscal por parte de governo em favor dos Usineiros e, ainda, governos, como o do município de Uberaba, desmontarem a legislação que protegeria o meio ambiente contra o avanço desordenado da cana, na Amazônia, acusa o Greenpeace, o governo Lula tá financiando a expansão da criação de gado.

“Para auxiliar a indústria pecuária brasileira a dominar o mercado global, o governo federal está investindo em todos os elos da cadeia de abastecimento – desde a produção na fazenda até o mercado internacional. Nos últimos seis anos, o governo Lula destinou R$ 340,3 bilhões ao apoio da agricultura e da pecuária no Brasil. 83% desse total, ou R$ 283,9 bilhões, foram destinados à agropecuária empresarial25. Diversos relatórios do Banco Mundial, do governo brasileiro e de institutos de pesquisa, e análises do Greenpeace mostram de forma consistente que a pecuária ocupa cerca de 80% de todas as áreas desmatadas na Amazônia brasileira.... Em vez de solucionar o problema, o governo federal e o Congresso cedem à pressão dos ruralistas para minar a legislação ambiental do país e incentivar o desmatamento. Exemplo disso é uma medida provisória30 apresentada pelo governo Lula para beneficiar pequenos posseiros. Piorada pelo Congresso, a MP, na prática, privatiza 67 milhões de hectares da Amazônia, premiando a grilagem,” afirma o Greenpeace, em seu relatório.

Ainda que eu tenha minhas reservas ao Greenpeace, vez que este grupo ambientalista divorcia a luta ambiental da luta por uma sociedade sem explorados e exploradores, é certo que, infelizmente, o Greenpeace está com a razão.

Abaixo apresento alguns dos fazendeiros e relatórios citados pelo Greenpeace como os maiores devastadores da Amazônia.

Veja o relatório completo em http://www.greenpeace.org.br/gado/FARRAweb.pdf

Adriano Espíndola

A- ALGUMAS DAS PRINCIPAIS FAZENDAS:

01- FazendA Rio Tigre, em Santana do Araguaia (tOCANTINS) - Está na lista suja do trabalho escravo.

02- FAZENDA Paragoiás, em São Félix do Xingu: Fica dentro de território indígena.

03- FAZENDA RIO VERMELHO, EM SAPUCAIA (PA): R$375,7 milhões em multas. PERTENCE À EMPRESÁRIA VERÔNICA DANTAS RODENBURG, IRMÃ DOBANQUEIRO DANIEL DANTAS (!!): NOVE DAS FAZENDAS DAS 21 MULTADAS ESTÃO EM SEU NOME (??!!). SOMANDO R$540 MILHÕES EM MULTAS (NO SURPRISES !!).

04 - Fazenda Itacaiunas (PA)

Localizada em Marabá, a Fazenda Itacaiunas pertence à Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, uma das maiores empresas pecuaristas do Pará. A Santa Bárbara possui várias fazendas na região, controlando mais de 500 mil hectares de terra e um rebanho de meio milhão de cabeças de gado. Com uma área de mais de 10 mil hectares, a Fazenda Itacaiunas é especializada em cria de bezerros que são encaminhados para engorda em outras fazendas do grupo. Em 2008, esta fazenda foi responsável pela destruição de 1565 hectares de floresta para expansão de pastagens, reduzindo sua ‘area de reserva legal a apenas 30% - um limite bem abaixo do estipulado por lei.

Os animais da fazenda ocupam os 7 mil hectares desmatados da propriedade, que emitiu mais de 700 mil toneladas de CO2 na atmosfera com o desmate a queima dessa área.

05- Fazenda Eldorado do Xingu (PA)
A destruição de florestas tropicais é responsável por cerca de 20% das emissões mundiais de gases que contribuem com o efeito estufa, mais do que todo o setor de transportes do mundo. Só na Fazenda Eldorado do Xingu, pertencente à Agropecuária Santa Bárbara, 35 mil hectares de floresta foram destruídos para dar lugar a pastagens, lançando na atmosfera cerca de 3,5 milhão de toneladas de gases do efeito estufa. No final de 2008, centenas de cabeças de gado produzidas na Eldorado do Xingu foram comercializadas com o frigorífico Bertin em Tucumã.

06- Fazenda Espírito Santo (PA)

Palco recorrente de conflitos no campo, a Fazenda Espírito Santo também é estrela de crimes ambientais: 76% de sua área total já foi desmatada, um percentual bem acima dos 20% permitidos pela lei. Nos 10 mil hectares derrubados, a Agropecuária Santa Bárbara, atual proprietária da fazenda, mantém um grande rebanho bovino que é comercializado com o frigorífico Bertin em Marabá, da onde o couro e a carne se espalham por produtos vendidos no Brasil e no exterior.

07- fazenda Maria Bonita(PA)

Segundo o código florestal brasileiro, propriedades situadas na Amazônia só podem desmatar 20% de sua área, devendo manter 80% de cobertura vegetal original. No entanto, o que ocorre na Fazenda Maria Bonita é o inverso: os 6 mil hectares de floresta que foram destruídos equivalem a 92% de sua área total. Com um exemplo como esse é fácil entender porque a pecuária é o maior vetor de desmatamento na Amazônia, sendo responsável por um em cada 8 hectares desmatados no mundo.

08- Fazenda São Roberto (PA)

A fazenda da Agropecuária Santa Bárbara (do Banco Opportunity, de..... DANIEL DANTAS), que fica em Santana do Araguaia, ao sul de Marabá, recebe os bezerros da Itacaiunas. Aqui, o gado cresce até o momento de ser encaminhado para abate. Na região de Santana do Araguaia, a Santa Bárbara possui outras fazendas, como a Santa Ana, a Caracol e a Rio Tigre.

Todas foram multadas pelo IBAMA entre 2006 e junho de 2008 e deveriam realizar o replantio nas áreas desmatadas ilegalmente. No entanto, em agosto de 2008, uma operação do IBAMA revelou que não só as fazendas não haviam cumprido a ordem de replantio, como o gado continuava pastando nas áreas desmatadas.

A Agropecuária Santa Bárbara, que tem como acionista o Banco Opportunity (DANIEL DANTAS), é a dona da fazenda. A Santa Bárbara é uma das maiores fornecedoras de gado para os frigoríficos da Bertin no Pará. Investigações do Greenpeace confirmam a venda de 4600 animais de 5 fazendas diferentes do grupo pra a Bertin de Marabá, entre 2008 e 2009.


B- FRIGORIFICOS:

1- Frigorífico Bertin (Tucumã, PA)

Tem a capacidade de abater 500 animais por dia. A maioria dos animais que chegam até esta instalação vem de municípios campeões de desmatamento, como São Félix do Xingu, onde mais de 700km2 foram desmatados somente no ano passado. Isso equivale a uma área maior que a cidade de Curitiba. Desta unidade da Bertin, os produtos bovinos podem seguir para diferentes destinos, de acordo com a sua utilização final.

1.1. Frigorífico e Curtume Bertin em Conceição do Araguaia (PA)

Aqui a pele de animais abatidos nesta ou em outras unidades, como a de Tucumã, é processada até o estágio do couro conhecido como wet-blue. Este é o primeiro de uma série de processos pelo qual o couro passará antes de chegar ao produto final. Daqui, o couro seguirá em caminhões até a unidade da Bracol, a divisão de couros da Bertin, em Cascavel, no Ceará.

1.2. Complexo Industrial da Bertin em Lins (SP)

A Bertin é uma grande empresa brasileira de produtos e subprodutos bovinos como carne, couro, cosméticos, biodiesel e brinquedos de cachorro. Com uma capacidade de abate de 11.850 cabeças de boi por dia, a empresa já é a maior fornecedora de couro do mundo e continua expandindo com a ajuda de empréstimos do governo brasileiro, via BNDES, e do Bando Mundial, via IFC. Em Lins (SP), produtos vindos de todas as instalações localizadas na Amazônia e no resto do Brasil chegam ao maior complexo industrial da Bertin. A partir daqui, a carne e o couro frutos do desmatamento se misturam com àqueles produzidos no Nordeste, no Centro-Oeste e no Sudeste do país.

Além de unidades de processamento de carne e couro, a sede da Bertin conta com fábricas de biodiesel, sabões, detergentes, cosméticos, equipamentos de segurança e de brinquedos de cachorro. Dentre os clientes de cosméticos produzidos em Lins constam Unilever, Colgate Palmolive e Johnson & Johnson. Além disso, a Bertin possui suas próprias marcas de produtos de higiene e beleza, como a Ox, Phytoderm, Kolene, Neutrox e Francis

1.3. Frigorífico e Curtume Bertin em Redenção (PA)

De 1995 a 2006, o rebanho bovino do Pará aumentou 111%. Neste mesmo período, 31% de todo o desmatamento da Amazônia ocorreu neste estado e até 2007, o Pará já havia perdido cerca de 20% de sua cobertura florestal. Com o aumento do rebanho, as empresas frigoríficas também expandiram-se na região, abatendo e processando animais criados na Amazônia que são vendidos como produtos de carne e couro para todo o país. A unidade da Bertin em Redenção negocia com supermercados de todo o Brasil como Makro, Carrefour e a Companhia Brasileira de Distribuição/ Grupo Pão de Açúcar que engloba as marcas Pão de Açúcar, Extra, Compre Bem e Sendas

1.4. Marfrig Paranatinga e Tangará da Serra (MT)
Conecta fazendas de gado na amazônia à carne vendida pelo mundo através dos Frigorificos: Hulha Negra ( no Rio Grande do Sul), Osasco e permissão (Em São Paulo) e BATAGUASSU (No Mato Grosso do Sul) para os seguintes compradores em todo mundo:
ALDI DE
Allied Keystone
Apetito AG DE
Bolton Alimentari IT Logistics LLC AE
C 1000 NL
CDB Meats-Marfrig UK/DE
Dirk van de Broek NL
EDEKA DE
Green Isle Food IE
Inalca-Cremonini IT
Jan Linders NL
Kraft Foods IT
LIDL UK
Makro (Metro) NL
Metro DE
Oakfield Foods UK
REWE DE
Sampco-Bertin US/CA
SIZA Foods PVT LTD PK
SPAR NL
Tesco UK
Tupman Thurlow-JBS US
United Foods Services SA
Wal Mart US
Weston Importer-Marfrig UK
1.5. GRUPO JBS

A JBS possui 50% da divisão de produção de carne e subprodutos do Gruppo Cremonini. Entre seus clientes, o Gruppo Cremonini e fornecedor exclusivo da empresa ferroviaria Italian Railway (Trenitalia, EuroStar Group, Cisalpino AG) e fornece tambem

C- EMPRESAS

VEJAM AS EMPRESAS QUE SÃO COMPRADORAS DOS DERIVADOS DA CARNE “DO MAL”. VAMOS FICAR ATENTOS E TAMBEM NÃO CONSUMIR PRODUTOS DESSAS EMPRESAS ATE QUE ELAS TAMBEM TOMEM UMA INICIATIVA !

1- Curtume Bracol em Cascavel (CE) - A Bracol é uma marca da Bertin Couros que produz e comercializa peças em vários estágios. O couro é vendido para indústrias calçadistas, moveleiras e automobilísticas e é exportado principalmente a partir do Porto do Pecém, também no Ceará

A Bracol exporta couro para diversos países através do Porto do Pecém, tais como:

Estados Unidos – Aqui a Amazônia é transformada em bancos de couro para carros através da empresa Eagle Ottawa, que absorve 30% de suas exportações de couro e cuja fornecedora exclusiva é a Bertin. A Eagle Ottawa vende seus produtos para carros de marcas como Ferrari, Mercedes, BMW, Honda, Toyota, Audi, Volvo, General Motors e Ford.

Itália – Através dos grupos Rino Mastrotto e Gruppo Mastrotto, o couro da Amazônia chega aos sofás da IKEA e aos bancos dos carros Peugeot, Ferrari, Audi, Mercedes, GM, Ford, Volvo e Rover. Os mesmos grupos levam o couro de bois produzidos com desmatamento e trabalho escravo às roupas, bolsas e sapatos de luxo da Boss, Gucci, Prada, Louis Vuitton e Geox.


China e VietnamAqui o couro amazônico vira tênis de corrida através dos curtumes do grupo Hong Hong, que fornece para a Adidas/ Reebok, Nike, e Clark’s.

As investigações nos levaram por um tour mundiale para mais empresas que compram os derivados da “carne do mal” ( em ordem alfabética, com os paises ao lado)

obs.1.: Segundo o Greenpeace, estas empresas vêem a crise financeira como uma oportunidade para aumentar sua participação no mercado global. Sem o dinheiro do governo brasileiro, sua habilidade de continuar construindo um império comercial global, voltado para a exportação de produtos pecuarios da Amazônia, poderia ter sido reduzida e para reforçar, a participação brasileira no mercado global36, o governo esta disponibilizando recursos para expandir a infra-estrutura de processam
Albert Heijn NL
Annerstedt Flodin SE
Armour Foods DE
ASDA UK
Bekham Naz Co. IR
Bertin HK
Boni NL Wonder Best
Carrefour BR
Cash&Carry CH
CDB Meats –Marfrig UK/DE
Chateaux d'Ax IT
Conceria Priante IT
Dal Maso CHN
Delta Trade RU
DogBone Trading US
Eagle Ottawa US, MX, CN, HU
East Forward RS
Farm Food NL
Gruppo Mastrotto IT, ID
Hannaford US
Hartz Mountain Corp US
Heinz US
Heinz Wattie’s NZ
HIT DE
Inalca-Cremonini/JBS IT
Intl. Center for Foodstuff KW
JBS-Friboi NL/UK
JP HTL CN
Kaufhof DE
Kaufland DE
Knorr Trading
Kraft Foods Italy
KZ Hong CN
Makro (Metro) NL
Makro (SHV) VE
Marks & Spencer UK
Merlo Ercole IT
Metro DE
National Food SA
Natuzzi Spa IT
Nettorama NL Sampco-Bertin US
North Trade SE/FI Unilever DE
Oberto Sausage US
Pan Nordic DE
Plus DE
Princes Foods UK
Rino Mastrotto IT, VN
Safeway US
Sampco-Bertin US/CA
SMA (Auchan) IT
STAR - ITALIA
Südfleisch DE
Super de Boer NL
Tegut DE Hollings UK
Tengelmann DE
Tesco UK
Toennies Fleisch IT
Toledo DE/BL
Tong Hong VN
Tulip UK
Tupman Thurlow US
Unilever DE
VALIO ITALIA
Vestey FR
Vitakraft Pet Products US
Waitrose UK
Wal-Mart BR
Weddel RU Trump Asia

"Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudarão a face da Terra". (Provérbio Africano), mas apenas se se organizarem para desorganizar a ordem vigente (Adriano Espíndola c/c Chico Science).


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