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Sejam bem vindos. O objetivo deste Blog é informar as pessoas sobre os mais variados assuntos, os quais não se vê com frequência nas mídias convencionais, em especial acerca dos direitos e luta da juventude e dos trabalhadores, inclusive, mas não só, desde o ponto de vista jurídico, já que sou advogado.

domingo, 13 de março de 2011

CSP-Conlutas repudia acordo entre Dilma Rousseff e centrais sindicais sobre a correção da Tabela do Imposto de Renda

As centrais sindicais governistas, CUT, Força Sindical, CTB, NSCT, UGT, CGTB, dobraram-se ao governo Dilma ao fecharem acordo para a correção da Tabela de Imposto de Renda em 4,5%. Segundo o Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal, a tabela não é reajustada corretamente. Ou seja, de acordo com a inflação do período, desde 1995, a defasagem no reajuste chega a 64%. São os trabalhadores mais uma vez que saem perdendo. Sequer a inflação de 6,54%, referente ao ano de 2010, foi reposta.

O pior é que as centrais aceitaram esse mesmo critério de correção, sempre abaixo da inflação, para os próximos quatro anos. Isso significa que o pequeno reajuste conquistado pelos trabalhadores nas campanhas salariais no ano passado, será corroído pelo Imposto de Renda, num momento em que existe um grande aumento dos preços dos alimentos, dos aluguéis, dos combustíveis e dos transportes públicos em todo país.

É mais um arrocho no salário do trabalhador. Assim como fizeram com o salário mínimo, essas centrais sindicais governistas fazem mais uma vez um acordo prejudicial aos trabalhadores. As demais reivindicações, como fim do fator previdenciário e redução da jornada de trabalho, sequer foram apreciadas.

Assim, a primeira reunião da presidenta Dilma com essas centrais sindicais teve um final frustrante.

O governo continua com uma política econômica que privilegia os banqueiros e as grandes empresas. Para isso, impõe aos trabalhadores um constante aumento dos juros, corte nos gastos sociais, corte orçamento, retira direitos do funcionalismo público, aumenta o salário mínimo em apenas R$ 35, enquanto as centrais sindicais governistas seguem satisfeitas.

“Consideramos a reunião bastante positiva, a presidente teve boa disposição de explicar a política do governo em todas as áreas e a política econômica que nós tínhamos muitas dúvidas”, disse um dos representantes das centrais.

A CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular) chama a todas as entidades sindicais e populares a repudiar este acordo e continuar a lutar, nas ruas, nas fábricas, nos bancos, nas escolas, pela correção da tabela de imposto de renda e pelas reivindicações dos trabalhadores.

Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates Mancha

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