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Sejam bem vindos. O objetivo deste Blog é informar as pessoas sobre os mais variados assuntos, os quais não se vê com frequência nas mídias convencionais, em especial acerca dos direitos e luta da juventude e dos trabalhadores, inclusive, mas não só, desde o ponto de vista jurídico, já que sou advogado.

terça-feira, 5 de maio de 2009

TUDO SOBRE MINHA MÃE

Amigos e amigas,

Na semana em que se convencionou comemorar o dia das mães, o da minha é todo dia, faço pela primeira vez neste espaço a indicação de um filme.

Mas não é um filme qualquer, mas sim um de Almodóvar, um dos melhores em minha humlide opinião: Tudo sobre minha mãe.

A postagem abaixo tirei do ótimo blog CINEMA É MINHA PRAIA, que consta da lista dos blogs que acompanho e indico.

E como diria Cazuza: Só as mães são felizes!

Sejam felizes com suas mães e as façam felizes.

Adriano Espíndola

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Tudo Sobre Minha Mãe - Todo sobre Mi Madre

Direção: Pedro Almodóvar

Gênero: Drama, Existencialismo

Espanha - 1999

Esse é o filme que mais gosto de Almodóvar! Homenagem que ele fez para a sua mãe que tomo emprestado para dizer que minha mãe é muito parecida com a “dele”, até mesmo na fisionomia. Mulher guerreira, batalhadora, amorosa, determinada…

Para ser mãe é preciso que haja um(a) filho(a), isso é óbvio. O que acho mais bonito de perceber nessa obra é esse paradoxo:

- Tudo sobre a minha mãe OU Tudo sobre meu filho?

Como se dizer mãe sem que a cria tenha sido dita?

Almodóvar é brilhante nesse contexto, e foi de uma sensibilidade ímpar nesse filme.

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Por uma tragédia do destino, Esteban morre. Mas quantos filhos na verdade Manuela tem? Com a personalidade visivelmente materna, cuida de todos que ela quer bem.

Num dualismo providencial, o filme mostra o paradoxo de dois “tipos” de mãe: Rosa (mãe de Rosa) e Manuela. Uma é omissa e eternamente filha, não dá conta de ser mãe; a outra, é mãe até as mães…

Almodóvar explorou bem, também, até o aspecto feminino dos homens, apimentando o filme com o travestismo. Suscita uma máxima Freudiana que Simone de Bouvair fez questão de se apropriar: “Não nasce mulher, torna-se mulher”;   Agrado “que torna a vida das pessoas agradáveis” disse algo que ressalto aqui:

Sai muito caro ser autêntica. E, nessas coisas, não se deve ser avarenta. Porque nós ficamos mais autênticas quanto mais nós nos parecemos com que sonhamos com que somos.

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E assim é o filme da vida de muitas mães e muitos filhos.

Por: Deusa Circe.

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