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Sejam bem vindos. O objetivo deste Blog é informar as pessoas sobre os mais variados assuntos, os quais não se vê com frequência nas mídias convencionais, em especial acerca dos direitos e luta da juventude e dos trabalhadores, inclusive, mas não só, desde o ponto de vista jurídico, já que sou advogado.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

NOTA DO PSTU DE UBERABA SOBRE O PROCESSO ELEITORAL 2012

 

O PSTU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado - de Uberaba vem a público lamentar o desfazimento precoce da Frente de Esquerda dos Trabalhadores, lançada recentemente em conjunto com o PCB (Partido Comunista Brasileiro) e o PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) como uma tentativa de construir uma alternativa aos trabalhadores e à juventude, não apenas para as eleições municipais que se aproximam, mas também para fomentar e coordenar suas lutas.

Depois de algumas reuniões e com uma compreensão política comum das luta de classes, a qual possibilitou inclusive o manifesto de lançamento da frente, nós do PSTU acreditávamos possível caminhar com os companheiros do PCB e do PSOL.

Entretanto, para nossa surpresa, após todas as discussões realizadas, o PSOL de Uberaba veio à público - por meio de nota escrita enviada para os meios de comunicação da cidade, sem fazer qualquer referência à Frente - lançar a então pré-candidatura de seu presidente, José Eustáquio, à prefeitura municipal, ainda que, em todas as reuniões e discussões feitas com a frente, o referido presidente do PSOL tinha deixado clara sua intenção de concorrer à Câmara.

Não menos surpresos, nós do PSTU, ficamos com a reação dos companheiros do PCB à postura do PSOL, pois eles, sem fazerem quaisquer questionamentos prévios ao PSTU e aos companheiros do PSOL, vieram a público divulgando, no blog do referido partido, nota política, na qual atacaram violentamente o PSOL, e nós do PSTU, pela postura de José Eustáquio acima relatada. Na nota também anunciaram sua retirada unilateral da Frente de Esquerda. Em relação ao PSTU, em nome da honestidade que acreditamos que deve permear as relações entre organizações de esquerda, vale dizer que o PCB justificou sua posição em entrevista dada por nosso presidente, Adriano Espíndola, em resposta as declarações do PSOL, na qual declaramos que as candidaturas do PSTU e da frente estavam mantidas.

Os companheiros do PCB disseram-se desrespeitados, tanto pelo PSOL como pelo PSTU, ainda que o nosso partido tenha, em todas as reuniões realizadas em âmbito da Frente de Esquerda, sem oposição de ninguém, reivindicado a vaga para prefeito, a qual o PCB não demonstrou qualquer interesse.

Diante desta situação, o PSTU tentou reverter a crise que se instalou na Frente de Esquerda dos Trabalhadores, promovendo, na semana de 17 à 23 junho do corrente ano, reunião emergencial com o PCB e PSOL. Na referida reunião fizemos uma autocrítica, no sentido de que, nós do PSTU, por meio de nosso companheiro Adriano Espíndola, erramos ao dar declarações à imprensa, sem antes consultar os demais partidos da frente, ainda que essas declarações tenham sido dadas em resposta a postura autoproclamatória e desrespeitosa do PSOL e essas declarações estivessem no contexto das discussões políticas que vínhamos fazendo com esse partido (PSOL) e com o PCB. Também declaramos que considerávamos um equívoco do PSOL, as declarações de seu presidente, lançando seu próprio nome a prefeito, nas folhas dos jornais comerciais, enquanto nas reuniões e discussões da Frente, defendiam exatamente o contrário, ou seja, o nome de José Eustáquio para vereador. O PCB, ao seu turno, explicou sua posição - dizendo que faziam uma autocrítica às declarações publicadas em seu Blog, em relação ao PSTU (ainda que publicamente não tenham dito nada, até o momento que escrevemos essa nota, sobre o assunto)– mas que em relação ao PSOL, confirmavam todas as críticas que foram lançadas àquele partido, pois, ao lançar sua candidatura nas páginas dos jornais da cidade, “ o PSOL fez parecer que atendeu ao chamado de ‘alguém’ interessado em fragmentar o cenário eleitoral, visando o segundo turno”. O PCB, além disso, esclareceu que suas críticas eram políticas, e não pessoal, como reclamavam os representantes do PSOL e, ainda, que mesmo revendo a posição em relação ao PSTU, teria deliberado em manter-se fora da Frente. Já o PSOL, na referida reunião, sem deixar claro se reivindicava a vaga para vereador ou prefeito, pautando-se no histórico de militância de seu presidente, reivindicou seu “direito” fazer declarações aos meios de comunicação, ainda que essas declarações fossem conflitantes com as posturas assumidas por eles próprios, com o coletivo da Frente. Disse, ainda, o representante do referido partido, que se sentiram humilhados com as críticas que lhes foram dirigidas e que diante deste fato, também estariam rompendo com a Frente.

O PSTU fez um chamado a ambas as organizações de esquerda a reverem suas posições, uma vez que o episódio acima relatado apenas demonstra o quão frágil é a esquerda revolucionária em Uberaba e que, mais do que nunca, estava clara a necessidade de somar forças, para fortalecer não apenas os três partidos que conformavam a frente, mas também a luta dos trabalhadores e da juventude, que tem padecido em nossa cidade nas mãos de traidores do movimento operário, que se renderam às beneficias do poder e se encontram encastelados tanto nas direções da maioria dos sindicatos da cidade, como em cargos do governo municipal e federal.

Contudo, tanto o PCB e o PSOL não retrocederam de suas posições, sendo que o PSOL mudou de opinião somente depois que não havia mais tempo hábil para organizar convenções, sendo que para o nosso partido a postura do PSOL revela que os companheiros não tinham e não tem a mesma compreensão do PSTU ao comporem a frente, ou seja, que necessitamos não apenas de um instrumento para disputar as eleições, mas também para fomentar e dirigir as lutas cotidianas da classe trabalhadora e da juventude. Fica a impressão que os companheiros do PSOL de Uberaba têm como palco de luta apenas sua participação nas eleições, não se importando com o cotidiano das lutas dos trabalhadores. O mais trágico, para não dizer cômico, é que as mesmas páginas de jornais que anunciaram a candidatura unilateral e própria do PSOL, ato que provocou toda a crise que resultou no desfazimento da Frente de Esquerda, estampam no dia de hoje, a notícia que o referido partido não participará do processo eleitoral, com o que “José Eustáquio e seus correligionários” ficam a dever muitas explicações.

O PCB, por um outro lado, teria muito que colaborar, sendo que nada justifica sua posição de se retirar da frente, principalmente porque, com a saída do PSOL e a autocrítica que fizeram a nós lançadas, não haviam motivos políticos para seu posicionamento.

Entretanto, nós do PSTU - considerando os limites objetivos de nossa organização e de nossas finanças e, ainda, que seria natural os outros dois partidos lançarem candidatos tanto a vice-prefeito como a vereador - como já havíamos declarado aos companheiros do PCB e PSOL, tínhamos optado pela tática de apresentar o nome de uma nova liderança feminina para prefeita (o da companheira Siméa Freitas, servidora pública federal da UFTM) e o nome de Adriano Espíndola para vereador, motivo pelo qual, outros companheiros de nosso partido, que atendiam aos nossos requisitos estatutários para sustentar candidaturas (companheiros esses que são sindicalistas) não se descompatibilizaram da direção das entidades sindicais das quais fazem parte, com o que, diante da postura equivocada do PCB e do PSOL de abortarem a Frente, não tivemos condições de recrutar novos nomes para lançarmos candidaturas isoladamente ao processo eleitoral de 2012, uma vez que consideramos um erro, para o nosso projeto político em lançar nomes apenas para chapa de vereadores ou apenas para a chapa de prefeito e vice.

É neste contexto que o PSTU de Uberaba vem a público expor que não participará do processo eleitoral municipal de 2012, sendo que nenhum dos candidatos colocados no referido processo, tanto para prefeito como para vereador, conta com o apoio de nosso partido ou dos nossos militantes.

Ainda que alijados do processo eleitoral por posições equivocadas de companheiros que historicamente caminharam conosco, o PSTU continuará atuando na luta dos trabalhadores e da juventude nossa cidade e região, inclusive, ativamente nas greves atualmente em curso.

Nós, comunistas militantes do PSTU, esperamos que as duras provas da luta de classe permitam a reaproximação, o quanto antes, com os companheiros do PSOL e, em especial, com os camaradas do PCB, porquanto, mais do que nunca, a esquerda revolucionária precisa se fortalecer em nossa cidade.

Aos trabalhadores, à juventude e aos oprimidos de Uberaba, o nosso até breve!

Uberaba, 03 de julho de 2012.

Direção Municipal do PSTU de Uberaba

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